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CNI propõe regime financeiro para atrair capital e dobrar investimentos em infraestrutura

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Estudo da CNI prevê elevar aporte para 4,65% do PIB (cerca de R$ 550 bilhões/ano) e manter nível por pelo menos duas décadas

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) propõe a criação de um novo regime de financiamento para ampliar a atração de capital privado e mais que dobrar os investimentos em infraestrutura no Brasil. Segundo estudo divulgado pela CNI e publicado pela CGN com base em Agência Estado em 15 de setembro de 2026, o objetivo é combinar diferentes instrumentos e aumentar a participação privada.

O levantamento indica que o País precisa elevar os aportes no setor dos atuais 2,27% do Produto Interno Bruto (PIB) para 4,65% do PIB ao ano — cerca de R$ 550 bilhões anuais — e sustentar esse patamar por pelo menos duas décadas para superar o déficit histórico de infraestrutura.

Meta e dimensão do financiamento

A CNI afirma que o volume de recursos hoje mobilizado está distante do necessário. Em valores atualizados para 2024, observa-se mudança estrutural nas fontes: os recursos privados passaram de uma média de R$ 88,6 bilhões entre 2010 e 2014 para R$ 184,5 bilhões em 2024; já os recursos públicos recuaram de R$ 208,5 bilhões para R$ 107 bilhões no mesmo período.

Propostas centrais do novo regime

O estudo defende que o novo regime esteja apoiado em estabilidade macroeconômica e fiscal e em um ambiente regulatório previsível. Entre as medidas apontadas estão:

  • fortalecimento do mercado de capitais;
  • ampliação da participação de investidores institucionais;
  • expansão do crédito privado e desenvolvimento de estruturas de project finance;
  • ampliação da carteira de projetos estruturados para concessões e parcerias;
  • reforço da segurança jurídica e da autonomia técnica das agências reguladoras.

Papel das instituições públicas e comentário da CNI

A confederação ressalta que não existe uma fonte única capaz de financiar isoladamente a expansão da infraestrutura e que instituições públicas de fomento manterão papel relevante. Segundo o estudo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá concentrar-se cada vez mais na estruturação de projetos, mitigação de riscos e atração de capital privado de longo prazo.

Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou: “O Brasil precisa de responsabilidade fiscal, instituições sólidas e segurança jurídica para criar condições de mobilizar mais recursos privados para o setor de infraestrutura, sem abrir mão do papel estratégico dos investimentos públicos. Essa é uma frente importante para aumentar a competitividade da indústria brasileira”.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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