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O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, conhecido como Andes, iniciou a exibição do documentário Educação e Ciência por um Brasil que dá certo. A produção foi apresentada nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, na capital paulista.
O filme faz parte da campanha denominada Lutar não é Crime!, que busca enfrentar os desafios orçamentários e os ataques ideológicos direcionados à educação superior e à ciência no Brasil. A informação foi divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação.
A obra, com 25 minutos de duração, foi dirigida por André Manfrim e produzida pela Cajuína Filmes. O conteúdo reúne relatos de pessoas que possuem suas vidas transformadas pelo ensino público, além de contar com a participação de lideranças sindicais e estudantis.
Segundo o presidente do Andes-SN, Cláudio Mendonça, o documentário busca ser um instrumento de combate à desesperança. A intenção é sensibilizar a população sobre a relevância das instituições públicas de ensino e pesquisa.
Mendonça afirmou que o sindicato quer chamar a atenção da sociedade para a defesa desses patrimônios nacionais, que são fundamentais para a classe Trabalhadoras brasileira, contra o realismo cínico de quem defende cortes.
O documentário utiliza estatísticas oficiais para embasar a importância do setor. Conforme os dados apresentados, mais de 95% da produção científica brasileira é realizada em universidades públicas.
Além disso, o Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi) aponta que quatro das seis maiores requisitantes de patentes no Brasil são universidades públicas, demonstrando a capacidade produtiva dessas instituições.
O filme também aborda o avanço da inclusão. Nos últimos 20 anos, a presença de estudantes negros e negras nas universidades públicas cresceu mais de 22%, alcançando 51,2% do total de matrículas registradas.
O Andes ressalta que 64,7% dos estudantes das universidades públicas vieram de escolas públicas. Além disso, 70,1% dos alunos pertencem a famílias com renda mensal per capita de até até 1,5 salário mínimo.
O impacto do ensino superior na vida profissional também é destacado. Dados do IBGE indicam que a taxa de emprego informal é 45% menor entre pessoas com curso superior completo, comparado a quem possui apenas o ensino médio.
Trabalhadoras com diploma de ensino superior ganham, em média, 148% mais do que aqueles que possuem apenas a educação básica, evidenciando a importância da formação acadêmica para a valorização profissional.
Após o lançamento em São Paulo, o documentário seguirá um cronograma nacional. As próximas exibições ocorrerão no Rio de Janeiro (17 de setembro), Brasília (23 de setembro), Salvador (24 de setembro), Manaus (30 de setembro) e Curitiba (7 de outubro).
Qual é o tema central do documentário do Andes? O filme aborda a importância da educação e da ciência públicas para o desenvolvimento do Brasil e a defesa contra cortes orçamentários.
Quem são os responsáveis pela produção da obra? O documentário é uma produção da Cajuína Filmes, com direção de André Manfrim e apoio do sindicato Andes-SN.
Qual a representatividade de estudantes de escolas públicas nas universidades? Segundo o Andes, 64,7% dos estudantes das universidades públicas vieram integral ou majoritariamente de escolas públicas.
Como o ensino superior impacta a renda dos Trabalhadoras? De acordo com o IBGE, Trabalhadoras com ensino superior ganham, em média, 148% mais do que aqueles com apenas o ensino médio completo.
Onde o documentário será exibido após o lançamento? A obra será exibida no Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Manaus e Curitiba entre os dias 17 de setembro e 7 de outubro de 2026.