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A decisão provocou reação dividida nas redes sociais, conforme relata a BBC. Apoios ressaltaram que ter um bebê é difícil e que Kawata deu um bom exemplo ao priorizar a família. Críticos qualificaram a atitude como “irresponsável” e afirmaram que, se quisesse engravidar, ela “deveria ter feito isso antes de assumir o cargo”; houve também quem defendesse que autoridades que queiram licença prolongada “deveriam renunciar” e quem sugeriu cortes salariais durante o afastamento.
Em entrevista à BBC antes do parto, Kawata relativizou as críticas e afirmou que, se se criticar políticos por tirarem licença-maternidade, isso equivale a “excluir efetivamente todas as mulheres dos 20 aos 40 anos — mulheres que são capazes de engravidar — de cargos públicos”. Após o nascimento, ela publicou uma foto na rede X agradecendo o apoio e reafirmou a intenção de levar sua experiência pessoal para a formulação de políticas públicas.
Na rede social, Kawata escreveu que, ao enfrentar “os inúmeros desafios que virão e aprender o que realmente significa ser pai/mãe”, pretende refletir essas vivências “em tempo real nas políticas que persigo” e “enfrentar os muitos desafios que pais e crianças enfrentam hoje do mesmo ponto de vista, como alguém que está vivendo isso”.
A inclusão na lista TIME100 Next foi destacada pela BBC como um reconhecimento ao perfil público de Kawata e ocorre pouco depois do nascimento de sua primeira filha, conforme informa a reportagem.