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Relatório Australian aponta falhas na proteção infantil em Fortnite, Roblox, Minecraft e Steam

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eSafety Commission diz que plataformas têm lacunas em detecção de abuso, verificação de idade e troca de informações

Um relatório da reguladora Australian eSafety Commission identificou "lacunas significativas" nas medidas de proteção a crianças em quatro plataformas de jogos online: Steam, Roblox, Fortnite e Minecraft. O estudo aponta problemas na detecção de conteúdo nocivo, na verificação de idade e na troca de informações entre provedores.

A eSafety Commissioner Julie Inman Grant afirmou que as plataformas precisam “levantar o nível” para proteger crianças contra alvos predatórios, extorsão sexual, conteúdo extremista violento e outros materiais prejudiciais.

Principais falhas apontadas

  • Segundo o relatório, a Valve (dona do Steam e do Steam Chat) foi a única provedora que não usa um tipo de tecnologia amplamente adotada pela indústria para detectar e remover conteúdo conhecido como nocivo.
  • A Valve também não empregava de forma pró-ativa ferramentas para detectar exploração sexual infantil ou material violento em chats, dispondo de sistemas que, atualmente, detectam principalmente golpes.
  • Roblox e Valve foram citadas por usar apenas conjuntos de dados internos para treinar sistemas de detecção com base em linguagem e por não retrainar esses modelos regularmente.
  • Minecraft e Fortnite, assim como Steam em parte, permitem que usuários se autodeclarem menores ou adultos; isso permite que quem se declarar adulto acesse recursos de comunicação de risco mais elevado. O relatório observa que o Steam passou a adotar recentemente checagens de idade por cartão de crédito, e que o Roblox reforçou checagens de idade desde dezembro passado.
  • Houve inconsistência no compartilhamento de informações e na participação em iniciativas do setor: Mojang Studios (Minecraft) e Roblox compartilharam expertise sobre combate à exploração sexual infantil e ao extremismo violento, mas a Valve não; e a Epic Games (criadora do Fortnite) não informou instâncias de violação a um programa global destinado a combater exploração e abuso sexual infantil online.

Reações das empresas

O relatório cita uma declaração da Roblox afirmando que a empresa "prioriza a segurança de nossa comunidade Australian, especialmente os usuários mais jovens" e, em outro ponto, um porta-voz disse que a plataforma "investiu fortemente" em salvaguardas, incluindo checagens de idade obrigatórias. A matéria informa que Valve, Epic Games (Fortnite) e Microsoft (proprietária do Minecraft) foram contatadas para comentar.

Base do relatório e contexto

A análise da eSafety Commission foi baseada em informações coletadas entre outubro de 2025 e março de 2026. O relatório lembra que nove entre dez crianças Australians de 8 a 17 anos já jogaram games online.

O documento chega em um momento de atenção internacional sobre segurança online na Austrália: o país aprovou, em dezembro passado, uma proibição de redes sociais para menores de 16 anos — medida que não incluiu plataformas de jogos — e avançou em propostas para dar aos usuários a opção de não participar de algoritmos de recomendação em redes sociais.

O que vem a seguir: o relatório pede que os serviços melhorem ferramentas de identificação e combate a danos graves, como exploração sexual infantil e extorsão sexual, e que aumentem a cooperação setorial. O texto não detalha cronograma de implementação de mudanças pelas plataformas.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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