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O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes derrubou, em decisão monocrática no sábado, 3 de outubro de 2026, uma medida do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná que havia concedido a Sérgio Moro direito de resposta contra propagandas do deputado federal Sandro Alex. Com a determinação de Gilmar, as publicações de Alex voltam a ser exibidas ao público, segundo informações da Agência Estado divulgadas pelo veículo CGN.
A decisão ocorreu um dia antes do primeiro turno das eleições no Paraná e foi tomada no contexto de disputa pelo governo do Estado. Pesquisa Quaest divulgada em 24 de setembro citada pela fonte indica que Moro liderava com 36% das intenções de voto, enquanto Sandro Alex tinha 20%, empatado com Requião Filho (PDT).
Na decisão, Gilmar Mendes destacou o direito à liberdade de expressão do candidato do PSD e considerou que as peças veiculadas por Sandro Alex trazem questionamentos baseados em documentos públicos e que integram o debate político-eleitoral. O ministro afirmou que as inserções “trouxeram à baila questionamentos calcados em fatos públicos e ensejaram debates relevantes ao debate político-eleitoral” e que “não há, nas peças, qualquer espécie de desinformação. Pelo contrário, trata-se de manifestação legítima baseada em documentos públicos”, segundo CGN da Agência Estado repercutida pela CGN.
Sandro Alex usou trechos da tese de doutorado de Sérgio Moro, apresentada na Universidade Federal do Paraná em 2002, que discute o julgamento Roe vs Wade de 1973 pela Suprema Corte dos Estados Unidos. Nas propagandas, a frase Aborto=Solução razoável foi empregada para sugerir que Moro seria favorável ao aborto, posição que o senador e candidato nega, segundo a fonte.
Inicialmente, Sérgio Moro pediu ao TRE-PR a retirada das propagandas, pedido que o tribunal teria negado. Logo após, o presidente do TRE-PR, Luciano Carrasco Falavinha Souza, determinou monocraticamente a remoção das peças do ar. Sandro Alex recorreu ao Supremo e obteve a reversão da medida por Gilmar Mendes, segundo a Agência Estado via CGN.
De acordo com a fonte, Gilmar decidiu ainda apoiando-se em um processo que tramita sob sua relatoria desde maio, iniciado por ação do deputado Zeca Dirceu. A reportagem lembra também que, na véspera, o presidente do STF, Edson Fachin, publicou resolução sobre distribuição de petições na Corte, medida que passou a valer para novas petições a partir daquela sexta-feira.