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O primeiro‑ministro espanhol Pedro Sánchez anunciou a convocação de eleições antecipadas para 29 de novembro, informou a BBC citando reportagem da Reuters. A decisão ocorreu após o governo minoritário sofrer derrotas no Parlamento em medidas destinadas a enfrentar a crise da habitação.
O anúncio foi feito em pronunciamento televisionado em que Sánchez afirmou precisar de ‘uma maioria progressista mais ampla’ capaz de ‘vencer a resistência das elites’, segundo a BBC/Reuters.
Nos dias anteriores, o Parlamento rejeitou dois decretos do governo com medidas para proteger Inquilinas. Um caso específico intensificou a pressão pública: a expulsão de Maricarmen Abascal, de 87 anos, de seu apartamento em Madrid, que gerou manifestações em várias cidades.
O líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, saudou a convocação: ‘Finalmente, os espanhóis poderão decidir’, disse ele, conforme registrado pela BBC/Reuters, afirmando que a eleição não seria ‘apenas mais uma eleição’.
Desde 2018 Sánchez exerce o cargo de primeiro‑ministro, segundo a BBC. Seu governo de coalizão inclui o Partido Socialist e a aliança Sumar, mas não tem maioria no Parlamento. Nas eleições de 2023, o Partido Socialist ficou em segundo lugar; o Partido Popular obteve mais assentos, mas sem maioria, e Sánchez manteve‑se no cargo após acordos com partidos de esquerda e apoio de representantes nacionalistas catalães e bascos, de acordo com a BBC/Reuters.
Pesquisas de opinião citadas pela reportagem indicam que o Partido Popular tende a sair como força mais votada, mas que poderá precisar do apoio da força de direita Vox para formar governo, conforme a BBC/Reuters.
O anúncio antecipa o calendário eleitoral: a Espanha não estava prevista para realizar eleições gerais até o verão de 2027, segundo a BBC/Reuters. A votação foi marcada para 29 de novembro, data informada pela reportagem.
Fonte: BBC (replicando reportagem da Reuters).