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O candidato ao Senado pelo Paraná, Alexandre Curi, afirmou ser favorável ao fim da escala 6×1, desde que haja compensação tributária para micro e pequenos empresários. A declaração foi dada durante entrevista ao jornal Meio-Dia Paraná, da RPC, na última segunda-feira (31).
Curi ressaltou que apoia a redução da jornada de trabalho para beneficiar os trabalhadores, destacando o impacto elevado do estresse na população. No entanto, alertou para os possíveis efeitos negativos sem a compensação adequada, como demissões em massa no setor empresarial.
O candidato enfatizou que a redução da jornada deve ser acompanhada de responsabilidade fiscal. Segundo ele, a ausência de uma compensação tributária que alivie o peso dos impostos para micro e pequenos empresários pode causar desemprego, pois os empregadores seriam obrigados a reduzir o quadro de funcionários.
Além da escala 6×1, Curi respondeu sobre sua desistência da candidatura ao Governo do Paraná e a escolha por disputar o Senado. Ele afirmou que o interesse do estado é prioritário e não se considera derrotado, ficando aberto a futuras oportunidades para o governo.
O candidato também tratou do caso dos Diários Secretos, alegando desconhecimento das irregularidades durante seu período como primeiro-secretário da Assembleia Legislativa entre 2007 e 2010, e destacou as mudanças implementadas na Casa desde então.
Ao comentar o acordo envolvendo o ex-presidente da Alep, Ademar Traiano, Curi afirmou respeitar as decisões legais, mas evitou avaliar aspectos morais diretamente.
Sobre o uso controvertido de veículos com placas secretas por deputados estaduais, lembrou que a resolução que permitia a prática foi aprovada antes de sua gestão e posteriormente revogada.
Também defendeu mecanismos de fiscalização externa para o Supremo Tribunal Federal (STF) visando maior transparência, assim como mudanças no processo de escolha dos ministros para diminuir a influência política.
No campo da segurança, Curi destacou a necessidade de investimentos em infraestrutura e legislação mais rigorosa para reduzir mortes nas rodovias federais do Paraná, além de apoio para obras importantes como a Ferroeste e a Malha Sul.