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O protesto ocorreu na região da avenida Faria Lima, na zona oeste da capital paulista, onde estão localizadas as sedes da Meta e do Google. Os participantes utilizaram o slogan Meta, não se meta para expressar indignação contra o que consideram uma interferência indevida da empresa no debate público.
Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação, o grupo de manifestantes aponta a existência de censura a ativistas, falta de imparcialidade na mediação de conteúdos e uma gestão voltada exclusivamente para interesses corporativos da plataforma.
Abaixo, detalhamos as principais demandas apresentadas pelos organizadores e o atual cenário jurídico envolvendo a gigante da tecnologia e o Tribunal Superior Eleitoral.
Durante o ato, a programadora Veronica Gimenez, representante da ONG TravaHacker, afirmou que o pedido é por algo básico. Segundo ela, as plataformas precisam oferecer maior transparência, espaços de monitoramento e relatórios claros sobre as ações tomadas pela empresa no gerenciamento dos fluxos de informação.
Os manifestantes também criticaram o que chamaram de ganância de monopólio. De acordo com os organizadores, essa busca por controle impede que as empresas cumpram compromissos fundamentais com a democracia, resultando em falhas graves na proteção de grupos minoritários e no combate ao discurso de ódio.
Um dos pontos centrais da manifestação foi a desigualdade no impulsionamento de conteúdos. Alguns participantes alegaram que algoritmos estariam favorecendo correntes políticas de direita, prejudicando o equilíbrio necessário para um debate eleitoral justo e democrático.
O ativista Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP, relatou que teve seu perfil banido mesmo possuindo uma ordem judicial favorável. Ele afirmou que a empresa desrespeita decisões do sistema legal brasileiro há meses, influenciando diretamente o cenário político nacional.
O ministro Marco Aurélio Bellizze estabeleceu um prazo de 24 horas para que a Meta comprove a adoção de medidas de isonomia na distribuição de postagens políticas e na veiculação de anúncios. A campanha de Flávio Bolsonaro também ingressou com reclamações semelhantes no tribunal.
Em nota oficial, a Meta se defendeu das críticas apontando que as dificuldades enfrentadas pelos usuários na geração de conteúdos e no acesso a grupos decorrem do excesso de regras eleitorais. A empresa também citou a demora natural do processo de checagem e liberação de conteúdos como um fator operacional.
1. Qual o objetivo principal do protesto realizado em São Paulo?
O ato cobrou neutralidade da Meta nas eleições, exigindo maior transparência, relatórios de gestão de conteúdo e o fim da suposta censura a ativistas.
2. Quais entidades organizaram o protesto?
O movimento contou com a participação de organizações da sociedade civil e movimentos sociais, incluindo a ONG TravaHacker.
3. O que o TSE solicitou à Meta?
O ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a empresa comprove, em 24 horas, a adoção de medidas de isonomia no impulsionamento de anúncios e posts políticos.
4. Qual o posicionamento da Meta sobre os problemas relatados?
A Meta alegou que as dificuldades de acesso e moderação ocorrem devido ao excesso de regras eleitorais e ao tempo necessário para a checagem de conteúdos.
5. Além de Lula, outros candidatos questionaram a Meta?
Sim, a campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro também entrou com uma reclamação formal no TSE, alegando desigualdade no tratamento dos conteúdos eleitorais.