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Durante milênios, os animais foram vistos apenas como auxiliares em tarefas de trabalho ou proteção. Hoje, essa realidade mudou drasticamente, transformando o animal de estimação em um membro central da família e um pilar essencial do suporte emocional humano.
Essa mudança de paradigma, que coloca o bem-estar dos bichos no centro das decisões, impacta diretamente o setor de habitação. Atualmente, a busca por imóveis com estrutura pet deixou de ser uma preferência secundária para se tornar um requisito fundamental na jornada de compra.
Conforme dados divulgados pela Brain Inteligência Estratégica, cerca de 26% dos compradores de imóveis já colocam a presença de espaços adequados para animais como prioridade absoluta na hora de fechar negócio, segundo informações compiladas sobre o mercado imobiliário.
O Brasil consolida sua posição como um dos maiores mercados pet do mundo. Levantamentos recentes apontam que existem cerca de 160,9 milhões de animais no país, um número que supera significativamente a população de crianças de até 13 anos, estimada em 39 milhões.
A força econômica desse setor é evidente, com a ABEMPET estimando um faturamento de R$ 75,4 bilhões em 2024. Esse valor engloba uma cadeia integrada de produtos, desde alimentação e medicamentos especializados até serviços veterinários de alta complexidade.
As mudanças na demografia também explicam essa tendência, já que o número de domicílios com apenas uma pessoa saltou de 12% para 19% entre 2010 e 2022. Para esses moradores, o pet assume um papel vital de companhia e suporte emocional constante.
As incorporadoras estão atentas a essa realidade e remodelando seus projetos. O foco agora é oferecer varandas amplas que permitam o contato visual com o exterior, além de plantas inteligentes que facilitam a circulação e o conforto dos animais dentro de ambientes menores.
Um exemplo prático dessa nova era é o empreendimento Tauá, lançado pela Dreamis Incorporadora no bairro Juvevê, em Curitiba. O projeto integra áreas comuns que incentivam a caminhada e o contato com a natureza, essenciais para a rotina de quem possui cães.
Giulia Barsotti, arquiteta da Dreamis, reforça que essa integração não é apenas um detalhe decorativo. Ela afirma que, quando um empreendimento é projetado hoje, deve ficar claro que os pets não são exceção, mas um elemento estrutural que influencia a vivência de todo o espaço.
A escolha do endereço também é estratégica. Bairros com alta caminhabilidade, como o Juvevê, são extremamente valorizados por tutores, pois permitem fácil acesso a parques e áreas de lazer, transformando a rotina de passeios em momentos de socialização.
A proximidade com áreas verdes, como o ParCão e o Museu do Olho, exemplifica como a infraestrutura urbana do entorno de um imóvel pet friendly valoriza o ativo imobiliário e melhora a qualidade de vida tanto do dono quanto do animal.
1. A presença de animais realmente influencia o valor do imóvel? Sim, imóveis com infraestrutura pensada para pets tendem a ter maior valorização e liquidez, já que atendem a uma demanda crescente e qualificada.
2. O que devo observar em um apartamento para meu pet? Priorize varandas espaçosas, boa ventilação, materiais de piso de fácil limpeza e proximidade com parques ou áreas de caminhada no bairro.
3. O conceito de pet friendly é apenas uma tendência passageira? Não, reflete uma mudança demográfica real e o papel afetivo que os animais ocupam nas novas configurações familiares.
4. É possível ter animais em apartamentos pequenos? Sim, desde que o projeto do imóvel ofereça ventilação adequada e o tutor garanta estímulos mentais e físicos, além de passeios regulares pelo bairro.
5. O que são jardins suspensos em apartamentos? São elementos arquitetônicos que trazem natureza para dentro da unidade, proporcionando bem-estar e um ambiente mais saudável para pets e seus tutores.