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Um incêndio durante a madrugada atingiu um depósito de munições administrado pela empresa privada de defesa EMCO na região central da Bulgária, sem registrar feridos, informou a imprensa.
Segundo a BBC, que cita a Reuters, o ministro do Interior Ivan Demerdzhiev afirmou que as autoridades “não descartam interferência externa” enquanto investigam as causas do incêndio.
A EMCO declarou em nota que o incidente foi um ato de sabotagem e que erro humano foi “completamente descartado”. A empresa afirmou ainda que o depósito não era utilizado havia meses e havia sido inspecionado 20 dias antes, com conformidade verificada com as normas.
O incêndio ocorre após, no mês anterior, um outro fogo e explosões em um armazém de munições da EMCO na mesma área, segundo a mesma reportagem.
A EMCO, cujos equipamentos são usados pela Ucrânia, é administrada por Emilian Gebrev; procuradores búlgaros alegam que ele já foi alvo de agentes russos. A reportagem lembra uma tentativa de envenenamento em 2015 contra Gebrev, seu filho e outro empregado, pela qual três cidadãos russos foram posteriormente indiciados à revelia por tentativa de homicídio.
A matéria também observa que a Bulgária é um fornecedor importante de armamentos para a Ucrânia. Embora o governo de Sofia tenha recentemente suspenso fornecimentos estatais, transferências por empresas privadas búlgaras continuam, conforme informado pela BBC citando a Reuters.
O texto afirma que houve uma série de incêndios suspeitos em instalações de defesa na Europe, de Itália a Estônia, e que alguns países responsabilizaram a Rússia por ataques recentes. Como exemplo, a reportagem cita que a Alemanha atribuiu à Rússia um ataque por drone no aeroporto de Leipzig na semana anterior, acusação negada por Moscow.