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O governador do Tennessee, Bill Lee, negou o pedido de clemência da condenada à morte Christa Pike, cuja execução por injeção letal está agendada para 30 de setembro, informou a BBC em 28 de setembro de 2026. A defesa de Pike apresentou um recurso ao Supreme Tribunal dos Estados Unidos esperando um adiamento de última hora.
Christa Pike, atualmente com 50 anos, tinha 18 quando, segundo as informações divulgadas, ela e o então namorado espancaram, torturaram e assassinaram Colleen Slemmer, de 19 anos, encontrada com um pentagrama cortado no peito. Um ano depois do crime, Pike foi condenada por homicídio em primeiro grau e sentenciada à morte; o então namorado, Tadaryl Shipp, tinha 17 anos na época e recebeu pena de prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional.
O Tennessee Department of Corrections informou que, na época de sua entrada no sistema prisional, Pike, com 21 anos, era a pessoa mais jovem no corredor da morte do estado.
Os advogados de Pike destacaram que ela tem histórico documentado de abuso sexual na infância, abandono e negligência, e afirmaram que, se o caso fosse julgado hoje, a pena de morte não seria imposta a uma pessoa que tinha 18 anos no momento do crime. Em comunicado, os defensores afirmaram que “a jovem de 18 anos que sofria de doença mental grave e trauma quase debilitante não existe mais” e descreveram Pike como “uma mulher de 50 anos arrependida” que coopera com tratamento e auxilia outras presas.
Os advogados Stephen Ferrell, Kelly Gleason e Randy Spivey disseram que a decisão do governador “deixa questões vitais sobre o protocolo de execução do Tennessee sem resposta” e afirmaram que o estado estaria em “posição singular” ao executar, na era moderna, alguém que era adolescente na época do crime. Eles também argumentaram que ciência e sistema jurídico indicam que o cérebro de uma pessoa de 18 anos não é equivalente ao de um adulto.
Em resposta, o governador Bill Lee afirmou, em declaração citada pela BBC, que após “cuidadosa consideração” e revisão completa do caso ele manteve a sentença do Estado e não pretende intervir.
A mãe de Colleen Slemmer declarou que quer que a execução ocorra para que sua filha “finalmente possa descansar”, conforme publicado pela BBC. A matéria observa ainda que, se a execução for realizada, Pike seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos; desde a década de 1970, 18 mulheres foram executadas nos Estados Unidos, em comparação com 1.663 homens, segundo a BBC.
Além do pedido de clemência negado pelo governador, a defesa de Pike recorreu ao Supreme Tribunal dos EUA na tentativa de um adiamento. A execução segue programada para 30 de setembro até que haja uma intervenção judicial que determine o contrário.