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Uma nova proposta legislativa busca transformar a rotina escolar de crianças e adolescentes no país. O Projeto de Lei 2339/26 estabelece a obrigatoriedade da disciplina de Educação Alimentar e Nutricional em toda a rede de ensino, garantindo ao menos uma aula semanal integrada ao projeto pedagógico das unidades escolares.
Conforme informação divulgada pela Agência Câmara, a iniciativa coloca o foco na prevenção de doenças e na promoção de hábitos saudáveis desde cedo. O autor do texto, Deputados Felipe Carreras (PSB-PE), defende que a medida é um passo essencial diante dos desafios atuais de saúde pública relacionados ao excesso de peso entre os jovens.
O projeto determina que as aulas sejam ministradas exclusivamente por nutricionistas com registro ativo no Conselho Regional de Nutricionistas. Para as escolas da rede privada, o texto proíbe expressamente a cobrança de qualquer taxa adicional dos pais ou responsáveis para o cumprimento dessa nova carga horária.
Os conteúdos curriculares previstos no projeto são focados na conscientização sobre o que consumimos. Entre os pontos principais, o projeto cita a utilização do Guia Alimentar para a População Brasileira como base pedagógica para orientar os estudantes sobre suas escolhas diárias.
Além disso, o currículo deve abordar a importância do consumo de produtos in natura, temas de segurança alimentar e estratégias para a prevenção de transtornos alimentares. A proposta também prevê avaliações periódicas feitas pelos ministérios da Educação e da Saúde para monitorar o estado nutricional dos alunos.
O texto estabelece um cronograma para que as instituições de ensino possam se organizar. As escolas terão o prazo de dois anos para se adaptarem às novas regras, enquanto para os municípios com menos de 20 mil habitantes, o prazo estendido para a implementação será de até três anos.
Para que a proposta se torne lei, o projeto ainda precisa percorrer um caminho legislativo. A matéria será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde, de Educação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.
Após a análise nas comissões, o texto precisará ser aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado Federal para seguir à sanção. A medida busca, acima de tudo, reduzir os índices de obesidade infantil, considerada pelo autor da proposta um dos problemas mais graves de saúde na atualidade.
1. Quem poderá dar as aulas de educação alimentar?
Somente nutricionistas com registro ativo no Conselho Regional de Nutricionistas estarão aptos a ministrar a disciplina.
2. Haverá cobrança extra nas escolas particulares?
Não. O projeto de lei proíbe a cobrança de taxas adicionais para o ensino desta disciplina nas escolas privadas.
3. Quais níveis de ensino serão atendidos?
A obrigatoriedade abrange toda a educação básica, incluindo a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio.
4. Como será o monitoramento dos resultados?
O texto prevê que os ministérios da Educação e da Saúde realizem avaliações periódicas sobre o estado nutricional dos estudantes nas escolas.
5. O projeto já está em vigor?
Não. O projeto ainda está em análise na Câmara dos Deputados e precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de se tornar lei.