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Desde o final de setembro, estudantes em várias cidades da France têm organizado protestos e bloqueios em lycées (escolas para 15–18 anos), reclamando de subfinanciamento, falta de professores e instalações em más condições, informou a BBC.
O movimento, que levou à obstrução do acesso a muitos colégios, tornou-se violento em locais e resultou em centenas de feridos entre alunos, professores e policiais, além de milhares de prisões, segundo a BBC, que acrescenta que um número indeterminado de “casseurs” (vândalos) externos às escolas também foi detido.
Entre as queixas relatadas estão ausências prolongadas de professores sem reposição, prédios degradados e salas quentes durante as recentes ondas de calor, citou a BBC.
A BBC cita um relatório da OCDE apontando que o governo France's gasta mais por estudante de lycée que a média da União Europeia para o ensino secundário superior. Ainda segundo a OCDE, as faltas de docentes são agudas, mas, por medidas da organização, relativamente menos graves do que em outros países — embora os professores franceses recebam salários relativamente baixos, conforme a mesma reportagem.
A reportagem também menciona a recente experiência dos gilets jaunes (2018–2019), que levou o governo a retirar um aumento de imposto sobre combustíveis e a aprovar €10bn em gastos.
A BBC registra ainda apoio a parte dos protestos por professores, sindicatos e políticos de esquerda, e cita uma pesquisa do BFMTV em que 72% dos franceses consideram legítimas as reivindicações e 55% apoiam o movimento. A reportagem informa que outra manifestação estava prevista para a tarde de quinta‑feira.
O veículo também destaca a situação política e fiscal do governo: após nove anos no poder, Emmanuel Macron é descrito pela BBC como um “lame duck” (líder enfraquecido) e “barred from standing in the presidential election due in six months’ time”; a reportagem cita dificuldades do governo para aprovar um orçamento, a dificuldade do primeiro‑ministro em garantir apoio parlamentar e restrições financeiras, incluindo um défice de 5,4% do PIB e dívida pública no maior nível desde os anos 1940.
Segundo a BBC, os protestos continuam em curso e novas manifestações foram anunciadas. A reportagem não apresenta acordos ou medidas governamentais concretas resultantes das mobilizações atuais.