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O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça proibiu, em decisão divulgada em 14 de outubro de 2026, que o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) impulsione nas redes sociais um vídeo contra o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a Agência Estado, a medida atende a um pedido da Coligação Brasil Pronto Pra Mais.
A publicação é um vídeo que começou a ser veiculado em 11 de outubro com a legenda: “Lula abandonou o Brasil. Mas nós vamos resgatar o país e os brasileiros do buraco em que ele nos jogou. Nós vamos proteger o trabalhador, nós vamos proteger as mulheres, nós vamos proteger as crianças. E podem ter certeza: o Brasil vai vencer! Vote 22”.
Mendonça considerou irregular o impulsionamento pago do conteúdo, por aumentar o alcance da mensagem a público que não seria alcançado organicamente. O juiz estabeleceu prazo de três horas para o encerramento do impulsionamento pago relativo ao vídeo e à legenda, e proibiu a contratação de outro anúncio pago com conteúdo idêntico àquela legenda, mesmo em outros impulsionamentos ou provedores.
A determinação também alcança a Meta, responsável pelo Instagram e pelo Facebook, que recebeu o mesmo prazo para retirar o impulsionamento da publicação. A decisão foi submetida ao Plenário do TSE, segundo CGN da Agência Estado.
Mendonça afirmou que o conteúdo pode permanecer disponível de forma orgânica, isto é, sem pagamento para ampliar a circulação. A reportagem lembra que, ainda no primeiro turno, uma peça idêntica com a mesma legenda havia sido impulsionada irregularmente; a campanha de Flávio Bolsonaro foi condenada ao pagamento de multa de R$ 5.000,00 por impulsionamento irregular de propaganda eleitoral negativa.