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Especialistas reunidos em mesa-redonda promovida pelo Instituto Clima e Sociedade discutiram o relatório "Limiting Overshoot", do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que parte da premissa de que o limite de aquecimento global de cerca de 1,5ºC será ultrapassado, segundo CGN da Agência Estado Publicado pela CGN.
Durante o debate, o professor e Especialistas sênior do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS) Sergio Margulis apresentou um cálculo que aponta a necessidade de cerca de US$ 5 trilhões anuais em investimentos de descarbonização — ante os atuais aproximadamente US$ 2 trilhões por ano.
Margulis lembrou que “A descarbonização não é barata e tem que atingir todos os países” e ressaltou que o problema é sobretudo de custos. Ele também alertou para o preço da inação: estimou impacto econômico em torno de 2% do PIB global para um aumento entre cerca de 1,5ºC e cerca de 1,7ºC e afirmou que, se a temperatura chegar a 3ºC, “o impacto estimado é de 10% do PIB global, uma fortuna!”
Segundo a presidente do Comitê Diretor do Sistema Global de Observação do Clima (GCOS) da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Thelma Krug, a elevação da temperatura já está perto de cerca de 1,37ºC e deverá ultrapassar cerca de 1,5ºC na próxima década. Krug afirmou que “Exceder cerca de 1,5ºC (overshoot) é entendido como inevitável” no contexto do relatório, mas citou também a avaliação do IPCC de que o excedente pode ser temporário.
Krug disse que “reverter o overshoot é possível”, mas destacou que combater esse excedente não é tarefa fácil. Maria Netto, diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade, afirmou que o overshoot “não pode ser desculpa para desistirmos da meta de cerca de 1,5ºC” e ressaltou que cada fração de grau e cada investimento em mitigação, adaptação e resiliência fazem diferença.