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Flávio Bolsonaro visita ex-assessor preso em Ponta Grossa e chama Alexandre de Moraes de ‘laranja podre’

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Em 5 de setembro de 2026, Flávio Bolsonaro visitou Filipe Martins, condenado a 21 anos, e criticou o ministro Alexandre de Moraes.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) interrompeu compromissos de campanha neste sábado (5) para visitar o ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, preso na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa (PR).

Também estiveram no presídio o candidato ao governo do Paraná Sergio Moro (PL) e o candidato ao Senado Filipe Barros (PL). Na saída, Flávio Bolsonaro criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e afirmou que “o Alexandre Moraes é uma laranja podre dentro do Supremo Tribunal Federal”.

Declarações e ponto sobre a lei da dosimetria

Ao comentar a situação de Martins, Flávio Bolsonaro disse que, se estivesse em vigor, a chamada lei da dosimetria já permitiria que o ex-assessor estivesse em casa. A fala também citou que Moraes havia suspendido a aplicação da norma até que o STF analise ações que a contestam.

Relembre a prisão

Filipe Martins estava em prisão domiciliar até 2 de janeiro deste ano, quando foi preso após decisão do ministro Alexandre de Moraes. Segundo a decisão citada pela reportagem, foi juntado aos autos notícia de que o réu teria utilizado a rede social LinkedIn para busca de perfis de terceiros, e a própria defesa teria reconhecido a utilização das redes sociais, caracterizando descumprimento da medida cautelar.

Condenação

Martins foi condenado pela 1ª turma do STF no dia 16 de dezembro e recebeu pena de 21 anos de prisão por vários crimes. A decisão listou, entre os delitos, as seguintes imputações:

  • Tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais;
  • Tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído;
  • Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia com violência à pessoa ou grave ameaça, contra o patrimônio da União, de Estado, do Distrito Federal, de Município ou de autarquia, fundação pública, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviços públicos e por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para a vítima;
  • Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa com concurso de funcionário Pública;
  • Destruir, inutilizar ou deteriorar bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial.

Além de Martins, outros cinco réus do chamado “núcleo 2” da trama golpista também foram condenados. Todos são acusados de integrar um dos núcleos de uma organização criminosa para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, mesmo após a derrota nas urnas.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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