Enter your email address below and subscribe to our newsletter

Imagem ilustrativa

Mamdani diz que nova-iorquinos foram ‘enganados’ sobre ar tóxico após 11 de setembro, mostram documentos

Share your love

COMPARTILHAR ARTIGO

Arquivos liberados — 170 mil páginas — indicam presença generalizada de amianto e alertas internos de riscos que teriam sido minimizados por autoridades, segundo a BBC

O que os documentos mostram

Os documentos incluem relatórios de qualidade do ar e comunicações internas entre autoridades da cidade. Um memorando de outubro de 2001, conhecido como “Harding Memo”, alertou que a cidade poderia enfrentar até 35.000 processos legais relacionados à resposta aos ataques, mencionando que conselhos de saúde pública fizeram pessoas “retornar à área cedo demais (causando exposição tóxica ou dano emocional)”, conforme trechos citados pela BBC.

Segundo os arquivos, testes detectaram níveis de amianto próximos ao local da queda das torres por meses, ao passo que, nos dias seguintes ao ataque, representantes da cidade e federais, incluindo a agência ambiental dos EUA (EPA), chegaram a declarar que o ar estava seguro.

Reações citadas

Ao apresentar os arquivos, Mamdani disse: “As pessoas ficaram doentes porque os líderes em quem confiaram mentiram e disseram que era seguro respirar aquele ar tóxico”, segundo a BBC. O apresentador e defensor de sobreviventes do 11 de setembro Jon Stewart afirmou que os documentos mostram que a cidade sabia já em outubro de 2001 que o ar em Manhattan era tóxico, e ironizou: “Para ser justo com eles, eles só enterraram essa informação por 25 anos”, segundo BBC.

A reportagem também traz relatos pessoais de familiares de vítimas: Karen Klingon contou que o irmão morava a cinco minutos do Ground Zero, desenvolveu asma e foi diagnosticado com câncer, vindo a morrer em 2020 de um tumor cerebral relacionado; Phil Alvarez relatou que o irmão Luis Alvarez morreu de câncer em 2019 após exposição aos tóxicos do local.

Ligações legais e próximos passos

A divulgação dos documentos atende a um processo movido pelo grupo de advocacy 9/11 Health Watch, que havia acionado a Justiça após autoridades afirmarem não possuir os registros. Segundo a BBC, funcionários da cidade encontraram 68 caixas de documentos no ano anterior. As páginas foram liberadas por um portal on-line com cronograma alinhado à data do 25º aniversário dos ataques, e a reportagem informa que mais documentos devem ser compartilhados ao longo do próximo ano.

Autoridades de saúde dos EUA citadas pela BBC afirmaram que doenças relacionadas à poeira e à fumaça resultantes do colapso das Torres Gêmeas já causaram mais mortes do que as quase 3.000 vítimas fatais dos próprios atentados, segundo os trechos publicados.

Fontes

Informações compiladas a partir da reportagem da BBC News citada na matéria.

COMPARTILHAR ARTIGO
fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

Artigos: 39072