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A Agência Espanhola de Segurança Alimentar e Nutrição, conhecida como Aesan, emitiu um alerta Sanitária após identificar que diversos lotes de molhos continham o ingrediente, mesmo sendo comercializados como produtos aptos para celíacos. A medida visa proteger a saúde de pessoas com sensibilidade ao glúten ou doença celíaca, conforme informação divulgada pelo portal Banda B.
Os produtos afetados foram fabricados e vendidos majoritariamente na Espanha, com foco inicial de distribuição identificado nas regiões de Madri e Andaluzia. Contudo, a agência não descarta a possibilidade de que lotes contaminados tenham circulado por outras áreas do território Espanhola.
Para garantir a segurança dos consumidores, a Aesan detalhou quais itens devem ser evitados. O recolhimento abrange três produtos específicos, que apresentam falhas na rotulagem sobre a composição real dos ingredientes.
Os produtos retirados do mercado incluem o molho barbecue Vulpi, comercializado em garrafas de 600g com validade até janeiro de 2027 e código de barras 8437023947814. Também faz parte da lista o molho chimichurri Vulpi, em embalagens de 210g, com vencimento em setembro de 2026 e código 8437023947906.
Além da marca Vulpi, o molho barbecue Dumt’s, com 225g por unidade e validade até março de 2027, sob o código 8437023947029, também foi incluído no comunicado oficial. A Federação das Associações de Celíacos da Espanha já notificou seus associados sobre o perigo.
A recomendação principal é que pessoas com doença celíaca ou intolerância ao glúten interrompam o consumo imediatamente. Caso o produto já tenha sido ingerido e o consumidor apresente desconforto ou reações incomuns, a orientação técnica é buscar avaliação médica o quanto antes.
Para a população geral, a Aesan esclarece que não há riscos associados ao consumo desses itens. A agência aproveitou a situação para reforçar que, pela legislação europeia, o termo sem glúten apenas pode ser utilizado em alimentos com até 20 miligramas por quilo.
No Brasil, a regulação sobre o tema segue a Lei 10.674/2003, que torna obrigatória a informação sobre a presença de glúten nos alimentos. A fiscalização é exercida pela Anvisa em conjunto com Vigilância locais, que inspecionam produtos já em circulação.
Diferente do padrão europeu, a lei brasileira não estabelece um limite quantitativo em miligramas por quilo para classificar um produto, focando na declaração explícita da presença do ingrediente. A responsabilidade pela rotulagem correta é das empresas fabricantes.
Quais marcas foram afetadas pelo alerta de glúten? As marcas Vulpi e Dumt’s tiveram molhos retirados do mercado por conterem glúten não declarado no rótulo.
Os produtos oferecem risco para todas as pessoas? Não, o risco é restrito a celíacos ou pessoas com sensibilidade ao glúten. Para o restante da população, não há perigo identificado.
O que devo fazer se já consumi um dos molhos? A recomendação é monitorar a saúde e procurar um médico caso sinta qualquer desconforto ou reação atípica.
Qual o limite de glúten permitido na Europa? A legislação europeia permite o uso do termo sem glúten apenas para produtos que contenham até 20 miligramas de glúten por quilo.
Como funciona a fiscalização no Brasil? O Brasil exige a declaração de presença de glúten, mas a fiscalização ocorre via inspeções da Anvisa e órgãos locais após o produto já estar disponível para venda.