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Após moradores relatarem que mais de 70 animais morreram no município da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), o Instituto Água e Terra (IAT) instalou câmeras para monitorar as fazendas da região. A suspeita é de que uma onça-parda esteja circulando pela área.
Entre os animais mortos estão galinhas, codornas, marrecos, gansos, perus, cabras e um porco. Uma das proprietárias afirma que os ataques, que começaram em junho, geraram um prejuízo de mais de R$ 4 mil.
Na última quarta-feira (15), o IAT vistoriou a região e orientou os moradores sobre medidas preventivas para evitar que o animal volte a se aproximar, como recolher os animais de criação à noite e comunicar imediatamente novos ataques. As equipes percorreram a área e analisaram possíveis rotas do felino.
No caso de avistamento de onças, a recomendação é manter distância e recolher pessoas e animais domésticos para locais seguros. Também é importante acionar o IAT para que o órgão possa avaliar a situação.
A onça-parda, também conhecida como suçuarana, é o segundo maior felino do Brasil e, segundo o IAT, faz parte da fauna nativa do Paraná. O animal habita matas, mas a expansão das atividades agropecuárias e da ocupação humana resulta na aparição de mais animais selvagens em propriedades rurais.
Ainda na semana passada, o IAT capturou uma onça-parda que estava atacando bezerros em uma fazenda em Tuneiras do Oeste, no noroeste do Paraná. A equipe do instituto preparou uma armadilha para capturar o felino sem machucá-lo.
A onça era uma fêmea adulta, com idade estimada entre oito e dez anos, e havia matado três bezerros e um carneiro na propriedade. O instituto a soltou em uma área de mata distante da fazenda. Além disso, foram registradas aparições nos municípios de Realeza, Maringá e Toledo.
Em um material especial sobre o tema, o IAT explica que a predação por grandes felinos é apenas a quinta causa mais provável de morte de animais domésticos na zona rural. A principal causa é o atolamento na lama, seguida de doenças infecciosas, desnutrição, acidentes de manejo e, por fim, do ataque de predadores.
Por isso, o IAT reforça que, no momento da denúncia, é importante reunir o máximo de informações possível. O órgão envia uma equipe ao local para constatar se a morte foi causada por uma onça, analisando vestígios como pegadas, o padrão do ataque, fezes e arranhões.
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