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As rajadas de ventos registradas nesta quarta (29) no Rio, São Paulo, Paraná e Santa Catarina se aproximaram dos 100 km/h, uma velocidade em que há risco elevado de pessoas serem derrubadas nas ruas. Estudos científicos comprovam que os impactos no corpo humano começam de forma mais clara a partir dos 29 km/h, e a dificuldade de caminhar nas ventanias acima de 39 km/h.
Em 1973, Alan Penwarden, pesquisador britânico da área de engenharia do vento, publicou um estudo considerado referência e um marco inicial nesse tipo de pesquisa: o Acceptable Wind Speeds in Towns (Velocidades aceitáveis do vento nas cidades). Nesse trabalho, ele calculou os limites de conforto e segurança para a população, e concluiu que a partir dos 18 km/h o vento torna-se perceptível ao corpo humano, e que a rajada pode se tornar perigosa a partir dos 72 km/h.
Penwarden usou como parâmetro a Escala Beaufort, desenvolvida em 1805 e usada internacionalmente para classificar a intensidade do vento. A escala vai de 0 a 12, quando começam os furacões, aos 118 km/h.
Em 1977, o Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá detalhou os impactos ao corpo humano em cada um dos níveis da Escala Beaufort. Entre as escalas 5 e 10, é possível diferenciar incômodos e riscos diferentes.
Fonte do Artigo
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