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A Justiça determinou a soltura dos quatro homens investigados por suspeita de torturar e manter em cárcere Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, em um apartamento de Londrina (PR). Eles foram liberados no domingo (6) depois de permanecerem detidos por 24 dias.
A decisão ocorreu após um laudo da Polícia Científica, entregue à Polícia Civil, que descartou que Alexandre tenha sido jogado do 14º andar; segundo a perícia e testemunhas, a queda ocorreu quando a vítima tentava fugir do local.
Os quatro homens, com idades entre 22 e 24 anos, passaram a responder em liberdade, mas foram impostas medidas cautelares. Três deles deverão usar tornozeleira eletrônica e todos estão proibidos de manter contato com testemunhas ou de sair da cidade sem autorização.
A Polícia Civil ainda aguarda a conclusão do laudo toxicológico e do exame sobre os medicamentos que podem ter sido administrados à vítima antes da queda.
De acordo com a investigação citada pela polícia, Alexandre foi agredido, dopado e torturado por colegas da namorada dele por conta do suposto furto de uma câmera fotográfica avaliada em R$ 12 mil. O confronto começou por volta das 22h30 de quinta-feira (13) e, na madrugada, a vítima foi encontrada caída do 14º andar no dia 14 de agosto.
Investigadores informaram que Alexandre foi trancado em um cômodo, teve mãos e pés amarrados com um cabo de extensão e sofreu agressões por cerca de quatro horas. Segundo depoimentos, ele foi forçado a ingerir dois comprimidos de uma medicação que causa desinibição.
Testemunhas relataram que, ao tentar fugir pela sacada e acessar o apartamento abaixo, Alexandre rompeu parte da rede de proteção com os pés e despencou; uma Testemunhas daquele imóvel afirmou ter visto apenas e exclusivamente a tentativa de acesso e a queda. O laudo pericial corroborou essa dinâmica, descartando que o corpo tenha sido arremessado.
Os quatro foram presos inicialmente pelos crimes de tortura, com o agravante de cárcere privado e resultado morte contra a vítima. Dois dos investigados confessaram atos relacionados à agressão, segundo a Polícia Civil.
Em nota, os advogados Arthur Travaglia e Claudia Piccin, que atuam na defesa dos suspeitos, afirmaram que não existiam elementos concretos para manter a prisão preventiva após a conclusão dos laudos de local de morte e da necropsia. O tribunal considerou também o teor dos depoimentos e as condições pessoais favoráveis dos investigados ao substituir a prisão por medidas cautelares.
A apuração segue com a Polícia Civil para conclusão do inquérito, enquanto o caso permanece sob investigação.