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A frequência com que uma pessoa deve visitar o oftalmologista varia conforme a idade e a presença de condições de saúde pré-existentes. O acompanhamento regular é fundamental, pois muitas doenças oculares evoluem de forma silenciosa e podem provocar danos irreversíveis se não forem tratadas a tempo.
Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançou um documento oficial que estabelece os intervalos recomendados para consultas. O objetivo é garantir que o diagnóstico precoce seja realizado, permitindo intervenções oportunas em casos de risco.
Abaixo, detalhamos as recomendações por faixa etária e os fatores de risco que exigem uma atenção redobrada, sempre com o acompanhamento de um profissional habilitado em ambientes adequados.
O cuidado com a visão começa ainda no berçário. Recém-nascidos devem passar pelo teste do reflexo vermelho nas primeiras 72 horas de vida. Entre zero e 36 meses, o teste deve ser repetido pelo menos três vezes ao ano, acompanhando o desenvolvimento visual e o alinhamento dos olhos.
A primeira Consultas Oftalmologia completa é recomendada entre os 6 e 12 meses de idade. Já na fase de 3 a 5 anos, é essencial realizar ao menos um exame completo, incluindo a refração sob cicloplegia, que mede o grau real do olho, preferencialmente antes da alfabetização da criança.
Para estudantes e adolescentes até os até 18 anos, a recomendação é manter reavaliações periódicas. Esse período é marcado pelo maior surgimento e crescimento da miopia, sendo fundamental uma avaliação completa entre os 12 e até 18 anos para monitorar a saúde ocular.
Adultos com até 39 anos devem manter avaliações periódicas mesmo na ausência de sintomas, já que problemas relevantes podem surgir sem sinais claros. A partir dos 40 anos, a Consultas passa a ser anual, fase em que aumenta a prevalência de condições como o glaucoma e a presbiopia, a famosa vista cansada.
Para a população idosa, o acompanhamento anual é o mínimo exigido. Nessa fase, a atenção deve ser redobrada para a catarata senil e o glaucoma. Dados internacionais apontam que a degeneração macular pode atingir 2,2% dos indivíduos entre 70 e 79 anos, chegando a até 10,3% após os 80 anos.
Pacientes com doenças crônicas ou histórico familiar precisam de um cronograma individualizado. No caso do diabetes, recomenda-se avaliação com pupilas dilatadas desde o diagnóstico, pois cerca de 50% dos pacientes desenvolvem retinopatia diabética, aumentando em quase 30 vezes a chance de cegueira.
Outros fatores, como o uso recorrente de corticoides, o uso de lentes de contato ou o histórico familiar de glaucoma e ceratocone, exigem consultas com intervalos definidos pelo médico. Usuários de canetas emagrecedoras também devem incluir o oftalmologista em sua rotina de cuidados preventivos.
Por que o teste do reflexo vermelho é importante? Ele é fundamental no diagnóstico precoce de catarata e glaucoma congênitos, além de tumores e inflamações graves.
O que é a ambliopia? É o chamado olho preguiçoso, que pode ser evitado ou tratado se a criança passar por um exame oftalmológico até os 3 anos de idade.
Quem tem histórico familiar de glaucoma deve se preocupar? Sim, parentes de primeiro grau possuem entre quatro e oito vezes mais chances de desenvolver a Doenças e devem realizar exames completos de tonometria e fundoscopia.
O uso de lentes de contato exige cuidados extras? Sim, usuários de lentes devem passar por Consultas ao menos uma vez ao ano para verificar possíveis distorções corneanas ou alterações na acuidade visual.