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Até recentemente Sánchez havia afirmado que cumpriria o mandato até o próximo verão, mas a onda de revolta em torno do tema habitacional deu ao premiê um argumento político para antecipar a disputa.
No início da campanha, Sánchez tem destacado que as propostas de seu governo destinadas a evitar despejos de inquilinos, melhorar as condições dos contratos e impedir que investidores comprem imóveis residenciais foram rejeitadas por partidos de direita, como o Partido Popular (PP) e a extrema-direita Vox, conforme a BBC.
A reportagem observa ainda que, em termos de política, partidos de direita tendem a se opor a intervenções diretas no mercado imobiliário, argumentando que medidas desse tipo podem ser contraproducentes.
Segundo a BBC, a mobilização em torno da moradia ofereceu a Sánchez uma razão oportuna para marcar eleições antecipadas e também um tema que o afasta de assuntos como Ceuta e as alegações de corrupção que vinham pesando sobre seu governo.
Em discurso voltado aos eleitores de sua base e à esquerda, Sánchez pediu que os cidadãos se mobilizassem. Ele afirmou que era necessário “mobilizar-se e garantir que o parlamento nos dê uma maioria progressista muito maior com a qual derrotar as elites, conquistar direitos sociais e continuar a transformar a Espanha” (tradução livre, conforme a BBC).
A BBC relata que, embora a questão da moradia seja apontada por pesquisas como a principal preocupação dos espanhóis, os Socialists aparecem em levantamento atrás do PP.