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França, Espanha, Inglaterra e Argentina iniciam amanhã a disputa pelas duas vagas na final da Copa do Mundo 2026, mas o mata-mata vale muito mais do que um lugar na decisão. As semifinais colocam em jogo recordes individuais e coletivos, tabus históricos e marcas que atravessam gerações: da perseguição de Lionel Messi e Kylian Mbappé ao topo da artilharia dos Mundiais ao sonho argentino de conquistar dois títulos consecutivos, feito que apenas o Brasil conseguiu na era moderna das Copas.
A primeira semifinal, amanhã, no AT&T Stadium, em Dallas, no Texas, Estados Unidos, às 16h (de Brasília), reúne duas potências europeias embaladas por campanhas consistentes: a Espanha chega invicta há 36 partidas e pode igualar a maior sequência sem derrotas da história entre seleções, registrada pela tetracampeã Itália entre 2018 e 2021. O número ajuda a dimensionar a solidez construída pelos espanhóis nos últimos anos, coroada agora pela presença entre os quatro melhores.
Do lado francês, o simbolismo histórico passa pelo banco de reservas. Campeão em 2018 e vice em 2022, Didier Deschamps pode se tornar o primeiro técnico a conduzir uma seleção a três finais consecutivas de Copa do Mundo.
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O ex-volante, que também levantou a taça como capitão da França em 1998, já integra um grupo restrito de nomes que conquistaram o Mundial como jogador e treinador, ao lado do brasileiro Mário Jorge Lobo Zagallo e do alemão Franz Beckenbauer. Agora, Deschamps busca mais um feito inédito para ampliar uma trajetória que já o coloca entre os personagens mais vitoriosos de todos os tempos no esporte.
Do outro lado da chave, depois de amanhã, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, Geórgia, Argentina e Inglaterra chegam à semifinal carregando histórias opostas. Desde que a Copa passou a ser disputada em sistema eliminatório, os argentinos venceram todas as cinco semifinais que disputaram. Os ingleses, por outro lado, tentam voltar à decisão pela primeira vez desde 1966, quando conquistaram seu único título mundial, diante da própria torcida, em Wembley.
São 60 anos de espera por uma nova final, período em que a seleção acumulou eliminações dolorosas e viu o sonho do bicampeonato ser adiado repetidas vezes.
Nesta Copa, porém, a campanha reacendeu entre jogadores e torcedores o tradicional lema de que o “futebol está voltando para casa” (“It’s coming home”), verso da música “Three Lions”, composta para a Eurocopa de 1996 e transformada, desde então, no principal hino da esperança inglesa em grandes torneios.
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Atual campeã, a Argentina também mantém viva a possibilidade de encerrar outro longo jejum da história das Copas. Se conquistar o título, será a primeira seleção a vencer duas edições consecutivas desde o Brasil de Pelé e Mané Garrincha, bicampeão em 1958 e 1962.
Antes de pensar na decisão, porém, a equipe de Lionel Scaloni precisará manter o aproveitamento perfeito em semifinais e superar os ingleses.
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Os confrontos ainda reservam um duelo particular entre os dois principais goleadores e protagonistas desta edição. Messi e Mbappé dividem a artilharia da Copa, com oito gols cada, mas disputam também um lugar isolado no topo da lista histórica dos Mundiais. O ídolo argentino soma 21 gols ao longo da carreira, um a mais que o francês. Quem marcar amanhã assumirá sozinho a liderança.
Já histórica por reunir, pela primeira vez, 48 seleções, a Copa do Mundo de 2026 chega às semifinais com uma série de marcas individuais e coletivas em jogo. A ver o que os deuses do futebol reservam para os próximos dias.
Fonte do Artigo
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