Enter your email address below and subscribe to our newsletter

Imagem ilustrativa

Simepar: El Niño já é forte e está ligado às tempestades que atingiram o Paraná

Share your love

COMPARTILHAR ARTIGO

Simepar afirma que El Niño vem influenciando chuvas no Paraná; NOAA registra aquecimento no Pacífico e prevê pico entre novembro e janeiro

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) relaciona o El Niño à sequência de tempestades que atingiu o estado nas últimas semanas e informa que o fenômeno já é considerado forte e pode se intensificar nas próximas semanas.

Segundo o Simepar, o aquecimento no Pacífico equatorial monitorado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) tem impactado a atmosfera global e contribuído para chuvas acima da média e maior frequência de eventos meteorológicos severos na Região Sul.

O que o Simepar e a NOAA relatam

O Simepar disse que a NOAA concluiu que a temperatura na área de referência do Pacífico equatorial já ficou 1,8°C acima da média. Em outro trecho da reportagem, os dados da NOAA também são citados indicando que a temperatura estava 1,4°C acima da média na principal área monitorada.

O órgão estadual acrescenta que há probabilidade acima de 90% de que o evento seja categorizado como muito forte entre a primavera e o verão no Brasil. Entre outubro e dezembro, segundo o Simepar com base em previsões da NOAA, existe 75% de chance de que este El Niño seja o mais forte já registrado desde 1950. A NOAA prevê que o pico do fenômeno ocorra entre novembro e janeiro, com a temperatura da superfície do mar podendo ficar 2,9°C acima da média.

O que já ocorreu no Paraná

O Simepar aponta que o El Niño já vinha mostrando efeitos no Paraná desde o início do inverno, em combinação com frentes frias, cavados, Sistema de baixa pressão, jatos de baixos níveis e Sistema convectivos.

  • Em agosto, entre 47 estações do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas três registraram chuva abaixo da média: Cianorte, Maringá e Apucarana.
  • Registros de chuva em várias estações foram os maiores para o mês de agosto desde a instalação das respectivas estações, e em julho vários pontos também registraram volumes históricos. Na estação de Palmas, por exemplo, foram 311 mm em julho de 2026, a maior marca para o mês desde a instalação há 28 anos.
  • Outras estações que registraram o maior volume de chuva para julho desde suas instalações foram: Altônia (maior desde 2018); Cianorte (desde 2017); Cornélio Procópio (desde 2019); Cruzeiro do Iguaçu (desde 2022); Foz do Iguaçu (desde 2017); e Ubiratã (desde 2018).
  • Em junho, apenas a estação da Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba, registrou volume abaixo da média histórica para o mês, com 10,2 mm a menos que o valor médio.

Previsão e riscos para as próximas semanas

O Simepar informa que a previsão aponta chuva acima da média concentrada em poucos dias, o que eleva o risco de temporais severos, granizo, raios, enxurradas, cheias repentinas, saturação do solo e movimentos de massa no Paraná.

O órgão destaca que, embora a tendência geral seja de precipitações acima da média para todas as regiões do estado, os maiores desvios para cima devem ocorrer nas regiões Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste.

O Simepar ressalta ainda que o acompanhamento diário das previsões é indispensável, porque os períodos específicos de chuva dependem dos Sistema atmosféricos que atuarem na região (frentes frias, Sistema de baixa pressão ou semiestacionários, por exemplo).

COMPARTILHAR ARTIGO
fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

Artigos: 39397