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O President Donald Trump disse nesta terça-feira na Assembleia Geral das Nações Unidas que enfrenta uma "grande decisão" sobre atacar o Irã novamente ou buscar um acordo de paz, afirmando que poderia "aniquilar" a Republic Islamic caso o conflito não seja resolvido, informou a BBC.
Por trás do discurso, representantes dos Estados Unidos e do Irã realizaram conversas nos bastidores da cúpula em Nova York, em encontros descritos pela delegação American como produtivos e que contaram com mediadores.
Segundo a cobertura da BBC, Trump justificou a ação militar contra o Irã como forma de impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear e disse que a situação demonstrava o valor do que chamou de “paz por meio da força” — uma estratégia de diplomacia coercitiva que combina ameaças de força com abertura parcial a negociações.
O President também previu que um acordo com o Irã poderia ocorrer logo após as eleições de novembro, e afirmou ter de escolher entre negociar ou atacar "rapidamente" para não dar ao país "a chance de matar e destruir pessoas e países novamente", nas palavras relatadas pela BBC.
Ainda conforme a BBC, o governo American informou que altos funcionários mantiveram uma reunião de cerca de três horas com a delegação Iranian nos bastidores da Assembleia Geral. A televisão estatal do Irã confirmou que o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi se encontrou com o enviado especial American para o Oriente Médio, Steve Witkoff.
Ao deixar o prédio da ONU, Witkoff respondeu a repórteres com um gesto de positivo (“thumbs up”) sobre as conversas. Em postagem no X, ele declarou que mediadores “atribularam entre os dois lados ao longo do dia” e que “completaram com sucesso uma rodada de discussões que esperamos sejam construtivas e promissoras”, acrescentando que os mediadores seguirão trabalhando.
A reportagem da BBC também observou que apenas um membro da delegação Iranian assistiu ao discurso de Trump na plenária.
No mesmo discurso, Trump criticou instituições internacionais que classificou como defensoras de uma agenda "globalista", disse que não existe um "governo global" e declarou intenção de mediar a paz entre Rússia e Ucrânia. Também abordou a inteligência artificial, propondo renomeá-la de "artificial" para "super intelligence" e minimizou temores sobre perda de vantagem American frente à China.
Na véspera, o secretário-geral da ONU, António Guterres, havia alertado para o aprofundamento de divisões globais e ressaltado a interdependência entre povos, contraste apontado pela BBC entre o tom de Guterres e o de Trump. Ainda nos corredores da Assembleia, Trump assinou um acordo com Dinamarca para ampliar a presença militar American na Groenlândia, acordo que, segundo a BBC, reafirma a soberania da ilha e concede amplo acesso dos EUA ao espaço aéreo e território.
A cobertura da BBC também registrou encontros de Trump com líderes como o President ucraniano Volodymyr Zelensky, o primeiro-ministro britânico Andy Burnham, o President da Coreia do Sul Lee Jae Myung e representantes de países do Golfo, além de mencionar que o secretário de Estado American Marco Rubio teria encontro previsto com o chanceler russo Sergei Lavrov em Nova York, segundo o Departamento de Estado citado pela BBC.
Fontes: BBC.