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FII aprova nova emissão e pode captar até R$ 185,9 milhões

FII aprova nova emissão e pode captar até R$ 185,9 milhões

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O fundo imobiliário VPPR11 (V2 Prime Properties Fundo de Investimento Imobiliário) aprovou a 3ª emissão de cotas, em oferta que pode somar até R$ 185,9 milhões. O FII pretende emitir até 8.559.202 novas cotas, ao preço de subscrição de R$ 21,72 por unidade, já incluindo os custos da operação. O anúncio foi feito em fato relevante divulgado nesta segunda-feira (24).

O preço de emissão foi fixado em R$ 21,03 por cota, acrescido de custo de distribuição de R$ 0,69 por unidade, totalizando R$ 21,72 por nova cota para o investidor. De acordo com o documento, a definição do preço considerou o valor de mercado do VPPR11, com base nos preços de fechamento entre 19 de março e 27 de julho de 2026.

A oferta seguirá o regime de melhores esforços e o rito de registro automático da Resolução CVM 160. Assim, a colocação não precisa atingir o volume máximo. Para a manutenção da operação, contudo, será necessário captar ao menos R$ 34.999.998,96; caso contrário, a oferta não poderá prosseguir nos termos previstos.

Cotistas terão direito de preferência

Quem já detém cotas do fundo terá direito de preferência. A data-base para identificação dos cotistas com esse direito é 27 de agosto, e o período de exercício começa em 31 de agosto, conforme o cronograma indicativo.

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O fator de proporção será de 116,99018516653%, aplicado sobre a quantidade de cotas detidas na data-base para definir a quantidade de novas cotas subscritíveis com prioridade. Eventuais frações serão desconsideradas, com arredondamento para baixo.

Na B3, o prazo para exercer o direito termina em 11 de setembro. Junto ao escriturador, o exercício poderá ser feito até 14 de setembro, mesma data prevista para a liquidação do direito de preferência. Não haverá direito à subscrição de sobras ou de montante adicional nessa etapa.

Embora o VPPR11 tenha como público-alvo investidores em geral, a fase pública desta oferta é destinada a investidores profissionais, conforme a regulamentação da CVM. Após o exercício da preferência pelos atuais cotistas, eventuais cotas remanescentes poderão ser ofertadas a esses investidores profissionais.

Fundo imobiliário explica destino da captação

O fato relevante não especifica imóveis a serem adquiridos com os recursos. O documento define que o montante líquido, após despesas e comissões, será aplicado conforme a política de investimentos do regulamento do VPPR11. Assim, a captação não está vinculada a uma aquisição determinada neste momento.

O fundo administra um portfólio focado em imóveis corporativos. No relatório gerencial de maio de 2026, o VPPR11 informou deter dois empreendimentos: Edifício Corporate Evolution e iTower Alphaville. A área bruta locável somava 52.983,20 m², com ocupação física de 88,75% e vacância de 11,25%.

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Naquele mês, o patrimônio líquido era de R$ 303,21 milhões, equivalente a R$ 41,44 por cota, enquanto a dívida líquida totalizava R$ 174,95 milhões. O saldo devedor do CRI Evolution era de R$ 186,28 milhões, com remuneração de IPCA mais 6,5% ao ano e vencimento em maio de 2036.

VPPR11 vinha avançando na ocupação

O relatório de maio apontou avanço na ocupação de áreas do Corporate Evolution. Três contratos firmados em abril permaneciam em carência: um aditamento com a Cielo e contratos com Saluplan e S.A. Indústria de Móveis.

Segundo a gestão, os pagamentos desses contratos estavam previstos para iniciar entre outubro e novembro de 2026. Quando integralmente vigentes, as três locações somarão R$ 119.179 mensais à receita do fundo. A receita de locação subiu de R$ 2,10 milhões em abril para R$ 2,36 milhões em maio. O VPPR11 não distribuiu rendimentos naquele mês.

Dados de mercado de 24 de agosto mostravam a cota a R$ 20,05, abaixo tanto do preço de emissão de R$ 21,03 quanto do preço de subscrição de R$ 21,72, que inclui os custos da oferta. A comparação reflete apenas os valores daquele momento, uma vez que a cotação do FII na B3 varia ao longo do pregão.

A oferta poderá permanecer aberta por até 180 dias contados do anúncio de início. O encerramento poderá ocorrer antes, se o montante mínimo for alcançado e houver decisão da administradora, em conjunto com a gestora e o coordenador líder. O fundo imobiliário VPPR11 informou que seguirá comunicando cotistas e mercado sobre os próximos passos da 3ª emissão.

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