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Milhares de pessoas saíram às ruas em cidades da Espanha para protestar contra a forma como o governo lidou com a chegada massiva de migrantes à cidade autônoma de Ceuta, no norte da África, informou a BBC.
Os atos, organizados por prefeituras em regiões onde Partido de oposição têm poder ou influência, incluíram uma manifestação em Madrid com mais de 50.000 presentes, segundo dados citados pelo governo, e um grande Protests em Ceuta.
Os manifestantes pediram que os migrantes sejam devolvidos aos países de origem ou redistribuídos pela Espanha e exigiram a renúncia do primeiro‑ministro Pedro Sánchez, segundo a BBC. Lideranças do Partido Popular (PP) e do Vox participaram dos atos: o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, afirmou que “uma cidade espanhola foi invadida, ocupada e, infelizmente, isso ocorreu com o conhecimento do Governo da Espanha”; o líder do Vox, Santiago Abascal, disse que Sánchez estaria “ao serviço, como um lacaio, do regime marroquino”, conforme reportado pela BBC.
De acordo com a BBC, um relatório policial enviado ao tribunal nacional afirmou que as forças de segurança marroquinas demonstraram “permissividade total” durante a entrada inédita de migrantes. O documento citou que o efetivo marroquino na área junto à fronteira estava “claramente menor do que o habitual” e que migrantes relataram uma atitude “passiva” enquanto as travessias aconteciam. O relatório, porém, não imputou categoricamente a responsabilidade ao governo marroquino, segundo a BBC.
O episódio começou em 30 e 31 de julho, quando pelo menos 72.000 pessoas cruzaram desde Marrocos para Ceuta. A maioria retornou posteriormente, mas a BBC informou que até 5.000 ainda permaneciam em acampamentos improvisados ou espalhados pela cidade, situação que tem gerado episódios de agitação e Protests locais quase diários.
As informações desta matéria são baseadas na reportagem da BBC publicada em 2 de setembro de 2026.