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A decisão judicial que resultou na nova prisão foi expedida no final de agosto. O motivo central para a medida foi o mau funcionamento da tornozeleira eletrônica que a suspeita utilizava para cumprir as medidas cautelares impostas pelo Judiciário.
Conforme informação divulgada pela Banda B, a defesa da mulher sustenta que houve uma falha técnica no dispositivo. Segundo o relato do advogado Ricardo Carvalho, a cliente enfrentava dificuldades operacionais com o aparelho, que também causava desconforto físico.
O advogado afirmou, em entrevista à Ric RECORD, que a suspeita possui dificuldades com o manejo de tecnologias. Segundo a defesa, o equipamento descarregava constantemente e a mulher teria tentado buscar orientações junto ao Departamento de Polícia Penal (Deppen) no Paraná.
Ainda de acordo com a representação legal, a cliente não teria obtido sucesso nas tentativas de regularizar a situação. Diante da impossibilidade de manter o monitoramento funcional, ela decidiu se apresentar voluntariamente às autoridades policiais assim que percebeu a falha definitiva.
Antônio Telles da Rosa, de 75 anos, foi localizado sem vida na varanda de sua residência no dia 26 de abril. O idoso apresentava marcas de facada no peito. Dois dias após o crime, a esposa se apresentou em uma delegacia de São José dos Pinhais apresentando lesões pelo corpo.
Na ocasião, a mulher confessou o ato, mas alegou ter agido em legítima defesa. Ela relatou às autoridades que o casal discutia na cozinha quando o marido teria iniciado as agressões, levando a uma reação rápida com a faca durante o confronto doméstico.
Atualmente, a defesa da suspeita trabalha para reverter a prisão e conseguir novamente a liberdade provisória. O advogado Ricardo Carvalho reforça que ela não representa riscos à ordem pública e que sua apresentação espontânea demonstra a intenção de colaborar com a Justiça.
O caso segue em tramitação, enquanto o Judiciário avalia se os problemas técnicos alegados são suficientes para a revogação da ordem de prisão. A defesa mantém a tese de que a mulher não pretende fugir e está à disposição para esclarecimentos adicionais sobre o ocorrido.
1. Por que a suspeita voltou para a cadeia? Ela retornou ao cárcere após a tornozeleira eletrônica apresentar falhas técnicas e parar de funcionar, descumprindo os termos da liberdade provisória.
2. O que a defesa alega sobre o defeito na tornozeleira? O advogado afirma que a mulher tinha dificuldade em carregar o dispositivo e tentou buscar auxílio junto ao Deppen antes do equipamento parar de funcionar.
3. Qual foi a motivação alegada para o crime? A mulher confessou o assassinato, mas sustentou que agiu em legítima defesa após sofrer agressões físicas do marido durante uma discussão.
4. Como a suspeita foi encontrada após o crime? Ela se apresentou à delegacia de São José dos Pinhais dois dias após a morte, apresentando diversas lesões pelo corpo.
5. Qual é o status atual do processo? A defesa está tentando uma nova concessão de liberdade, argumentando que a mulher não oferece risco à sociedade e que se apresentou voluntariamente às autoridades.