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Fábrica de conservas de 72 anos encerra atividades na África do Sul e coloca 424 postos de trabalho em risco

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Uma das fábricas de conservas mais tradicionais da África do Sul encerra suas atividades após 72 anos de história no mercado de processamento de frutas.

A Fruit Processing Western Cape (FPWC), localizada em Tulbagh, anunciou que não será reaberta para a próxima temporada de colheita. A decisão ocorre após uma avaliação rigorosa dos negócios e do cenário atual da indústria global de conservas.

O impacto imediato da medida afeta 424 trabalhadores, que agora enfrentam o risco de demissão. A situação foi confirmada pela Premier Group Limited, que adquiriu a operação recentemente e apontou a falta de viabilidade econômica da unidade.

Conforme informação divulgada pelo portal Banda B, a queda na demanda internacional por frutas enlatadas foi o fator determinante para o fechamento da planta industrial que operava desde a década de 1940.

Crise estrutural no mercado internacional de conservas

A Premier Group afirmou que o setor de conservas enfrenta um declínio prolongado em todo o mundo. Segundo o grupo, a queda drástica na procura por esses produtos é um problema estrutural que afeta diversas companhias do segmento há anos.

A unidade de Tulbagh, que exportava cerca de 90% de sua produção para mercados da Europa e América do Norte, tornou-se economicamente inviável. A empresa reforçou que o fechamento é uma resposta a desafios globais e não possui relação com a transação que envolveu a RFG Holdings.

Histórico e investimentos na planta de Tulbagh

Com sete décadas de existência, a fábrica passou por diversas fases. Iniciou suas atividades como SA Preserving na década de 1940 e foi administrada pela Del Monte Fruits South Africa antes de ser adquirida pelo Rhodes Food Group em 2010.

Ao longo dos anos, a unidade recebeu investimentos milionários para modernização, incluindo linhas de enlatamento automatizadas e ampliação da capacidade de armazenamento. O ativo industrial era avaliado em aproximadamente 1 bilhão de rands.

Possibilidades de venda e futuro da operação

Apesar da interrupção das atividades, a Premier declarou estar aberta a negociações. A empresa busca interessados que possam adquirir a FPWC como um negócio em funcionamento, mantendo a operação ativa sob nova gestão.

Paralelamente, a companhia negocia com a Langeberg Foods a transferência de contratos de fornecimento e equipamentos. A Premier também informou que pretende processar frutas em outras unidades e compensar produtores afetados pelas mudanças contratuais.

Investigação da Comissão da Concorrência

O encerramento da fábrica está sob análise da Comissão da Concorrência da África do Sul. A investigação foi aberta após uma denúncia do Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário e Têxtil do país sobre possíveis violações de acordos trabalhistas.

A denúncia questiona se o corte de vagas desrespeita uma condição de três anos sem demissões, estabelecida durante a aquisição da RFG ocorrida em março de 2026. A Premier Group afirma que está cooperando integralmente com o processo de apuração.

Perguntas frequentes sobre o fechamento

Por que a fábrica de conservas fechou após 72 anos?
O fechamento ocorreu devido à queda na demanda global por frutas enlatadas e desafios econômicos estruturais que tornaram a unidade inviável financeiramente.

Quantos funcionários foram afetados pela decisão?
O processo de consulta trabalhista envolve 424 funcionários da unidade localizada em Tulbagh, na África do Sul.

A empresa pretende vender a fábrica?
Sim, a Premier Group afirmou que continua aberta a dialogar com partes interessadas na aquisição da FPWC como uma empresa em funcionamento.

O fechamento tem relação com a compra da RFG pela Premier?
Segundo a Premier Group, o encerramento das atividades é independente da transação de aquisição da RFG e decorre exclusivamente da crise no setor de conservas.

Existe alguma investigação em curso?
Sim, a Comissão da Concorrência da África do Sul investiga se o corte de empregos viola condições estabelecidas na aprovação da aquisição da RFG ocorrida em março de 2026.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

Artigos: 39559