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Fed eleva juros para 3,75%–4% pela primeira vez em mais de três anos

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Decisão unânime do Federal Reserve elevou a taxa para 3,75%–4%; Fed citou inflação persistente e avaliou novos aumentos

O Federal Reserve (Fed) anunciou uma alta da taxa básica de juros para a faixa de 3,75%–4% — ante 3,5%–3,75% — em decisão unânime, a primeira elevação em mais de três anos, segundo BBC.

A elevação foi justificada pela liderança do banco central pela persistência da inflação, que, de acordo com o President do Fed, Kevin Warsh, está "alta demais e há tempo demais"; Warsh definiu a medida como "sóbria" e "responsável".

Reações

O President Donald Trump manifestou-se contra cortes e pressionava por redução das taxas; após o anúncio, elogiou Warsh, mas criticou a diretoria do Fed, chamando-a de "hostil", segundo a BBC. Em postagem nas redes sociais, Trump pediu a redução das taxas.

Do lado político, o líder Democrats no Senado, Chuck Schumer, afirmou que o aumento tornará empréstimos mais caros e que "isso vai fazer tudo ficar mais caro", conforme registrado pela BBC.

O que muda para consumidores e mercado

Taxas mais altas encarecem empréstimos, hipotecas e crédito, mas podem melhorar rendimentos de poupança, observa a reportagem. Três grandes bancos dos EUA — JP Morgan, KeyCorp e BNY — elevaram sua taxa prime para 7% a partir de 6,75%, o que afeta juros de cartões de crédito e empréstimos pessoais, segundo a BBC.

A BBC citou dados da Freddie Mac apontando que a média das hipotecas permaneceu abaixo dos picos de 2023: a taxa média para financiamento de 30 anos está em 6,76% e para 15 anos em 6,09%.

Contexto e projeções do Fed

O Fed havia cortado os juros em dezembro de 2025; a última alta antes desta foi registrada em julho de 2023, segundo a BBC. A reportagem nota que a inflação nos EUA tem ficado acima da meta de 2% por mais de cinco anos.

O Fed projetou que cortes só ocorram em 2028 e 2029, com a inflação prevista para recuar até atingir a meta por volta de 2029, conforme a BBC.

A BBC também relaciona a alta dos preços dos combustíveis, atribuída ao conflito entre EUA, Israel e Irã, como fator que tem pressionado a inflação e a acessibilidade de bens e serviços.

Fonte: BBC, reportagem de Michael Race, publicada em 16 de setembro de 2026.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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