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Empresas afetadas por tarifaço e guerra já podem solicitar crédito no Plano Brasil Soberano

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O BNDES abriu o protocolo para que empresas impactadas por barreiras comerciais e conflitos globais possam acessar o crédito do Plano Brasil Soberano, visando fortalecer a economia nacional.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciou nesta quinta-feira, 17 de setembro de 2026, o processo de habilitação para empresas que buscam financiamento por meio do Plano Brasil Soberano. O programa disponibiliza um montante total de R$ 22,6 bilhões em crédito para apoiar negócios afetados por cenários adversos no mercado internacional.

De acordo com informações da Empresas Brasil de Comunicação (EBC), o pacote financeiro é composto por R$ 13,5 bilhões provenientes do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões disponibilizados pelo próprio banco estatal. A medida busca dar fôlego a setores que sofreram impactos diretos de recentes sobretaxas e instabilidades geopolíticas.

O objetivo central é garantir que setores considerados indispensáveis, como o de fertilizantes e minerais críticos, mantenham suas operações em meio a um ambiente global desafiador.

Quem pode solicitar o crédito

O acesso aos recursos foi dividido em três grupos distintos, definidos por portaria governamental. O primeiro grupo engloba empresas exportadoras de bens e seus fornecedores que foram impactados pelo tarifaço dos Estados Unidos. Já o segundo grupo contempla setores industriais relevantes para o comércio exterior ou estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono.

O Terceira grupo é voltado para exportadoras de bens, incluindo seus fornecedores, que mantêm relações comerciais com países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã. Empresas do ramo têxtil, químico, farmacêutico, automotivo e de máquinas também estão incluídas no grupo 2.

Condições e elegibilidade

Para garantir o acesso ao financiamento, as empresas precisam atender a critérios específicos. No caso dos afetados pelo tarifaço ou pela guerra, é exigido que pelo menos 1% do faturamento da companhia seja oriundo do comércio com os países envolvidos no conflito ou na disputa comercial.

Os recursos podem ser aplicados em diversas frentes, como capital de giro, aquisição de novas máquinas e equipamentos, além de projetos de investimentos. As taxas de juros variam entre 4,3% e 17,5% ao ano, sendo que as condições finais dependem diretamente do porte do negócio e da finalidade específica da destinação dos recursos.

Como verificar a habilitação

Os empresários interessados podem consultar se a sua Empresas é elegível acessando o site oficial do programa. O BNDES disponibiliza todos os detalhes sobre a forma de habilitação e o passo a passo para a contratação do crédito em sua plataforma digital, garantindo transparência no processo.

Perguntas Frequentes

Qual o valor total disponível no Plano Brasil Soberano? O programa disponibiliza um total de R$ 22,6 bilhões, sendo R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões do BNDES.

Quais setores podem ser beneficiados? O crédito atende exportadoras afetadas pelo tarifaço dos EUA, setores estratégicos como o automotivo, químico e farmacêutico, além de exportadores para países do Golfo Pérsico.

Qual a taxa de juros praticada? Os juros variam de 4,3% a 17,5% ao ano, dependendo do porte da Empresas e da finalidade do uso do crédito.

O que é exigido para empresas afetadas por conflitos? É necessário comprovar que pelo menos 1% do faturamento da Empresas provém do comércio com os países envolvidos no tarifaço ou na guerra no Oriente Médio.

Onde solicitar o financiamento? Os empresários devem realizar o procedimento de habilitação diretamente pelo site do BNDES, onde constam todos os detalhes do programa.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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