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A medida, definida pela Supremo Corte nesta quinta-feira (24), estabelece que qualquer alteração em incentivos fiscais que tenham sido previamente aprovados em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) deve seguir diretrizes específicas do órgão.
Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a decisão busca organizar o cenário tributário nacional e conter os impactos da chamada guerra fiscal, que gera instabilidade jurídica para empresas e estados envolvidos.
Abaixo, entenda como essa determinação impacta a gestão tributária e quais foram os argumentos centrais debatidos pelos ministros do STF durante o julgamento.
O entendimento do STF é de que as deliberações do Confaz, que reúne representantes do Ministério da Fazenda e secretários estaduais, não implementam mudanças automaticamente na legislação local.
No entanto, uma vez que as regras são incorporadas, o Estado perde a autonomia para agir por conta própria. Para revogar um benefício fiscal, é necessária a aprovação de, no mínimo, quatro quintos dos representantes do conselho.
O julgamento teve origem em ações movidas pelos estados de Rondônia, Acre, Amapá e Roraima contra um decreto do governo de São Paulo, editado em 2020, que encerrou a isenção de ICMS para mercadorias enviadas às Áreas de Livre Comércio da Região Norte.
Em janeiro de 2026, o governo paulista chegou a retomar a isenção, mas estabeleceu um prazo de validade até o dia até 30 de setembro, o que motivou a continuidade da discussão jurídica sobre a autonomia estadual versus as normas coletivas.
A maioria dos ministros, por 6 votos a 3, acompanhou o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia. Para a magistrada, a revogação unilateral prejudica o equilíbrio entre os estados.
Votaram com a relatora os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Já o ministro Luiz Fux abriu a divergência, sendo acompanhado por André Mendonça e Nunes Marques, sob o argumento de autonomia estadual.
O que muda com a decisão do STF?
Os estados não podem mais cancelar, por decisão própria, benefícios fiscais que foram validados pelo Confaz, precisando seguir as regras de quórum do conselho.
Qual o papel do Confaz?O Confaz é o órgão que reúne o Ministério da Fazenda e secretários estaduais para deliberar sobre Política de ICMS, evitando desequilíbrios tributários.
Qual era o conflito central?
O caso envolvia a isenção de ICMS para mercadorias destinadas a Áreas de Livre Comércio na região Norte, que São Paulo tentou revogar unilateralmente.
Qual foi o placar da votação?
A decisão foi tomada por 6 votos favoráveis à tese da relatora Cármen Lúcia contra 3 votos divergentes.
Essa decisão vale para todos os benefícios?
A decisão foca em benefícios fiscais de ICMS que foram aprovados via convênios do Confaz, garantindo que a revogação observe as diretrizes coletivas estabelecidas pelo órgão.