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Focos de incêndio foram registrados em várias escolas francesas nesta quinta-feira, durante protestos estudantis que bloqueiam liceus e também campus universitários em todo o país por falta de professores, salas superlotadas e prédios degradados, informou a BBC.
Relatos e Images citados pela BBC registraram incêndios em dois liceus em Nantes, no oeste da France, e em um colégio na cidade de Rouen, no norte. Na capital da região de Nantes, o incêndio no liceu Nelson Mandela começou após a queima de uma lixeira e atingiu o hall de entrada do prédio, danificando a entrada, segundo BBC.
Em Marselha, a BBC relatou que funcionários do liceu Victor Hugo foram atingidos por gasolina arremessada por manifestantes; também houve Images de bicicletas elétricas e patinetes sendo incendiados perto do liceu Saint-Charles em Marselha.
De acordo com a BBC, autoridades registraram 625 prisões apenas na quarta-feira e 83 policiais ficaram feridos. O canal ICI informou que mais de 600 prisões haviam sido efetuadas até meio-dia de quinta-feira, sem contar Paris. A reportagem também apontou que pelo menos 30 universidades foram bloqueadas, incluindo campi em Rennes e Paris.
Serviços de transporte público foram suspensos em Marselha e Estrasburgo devido a atos de vandalismo e ameaças, afirmou a BBC. Em outro incidente citado pela reportagem, o diretor de um liceu em Auchel foi ferido na orelha por um foguete ou artefato pirotécnico.
Segundo a BBC, os estudantes reclamam de falta de professores e pessoal, salas superlotadas e instalações degradadas. A adesão de universitários ampliou as mobilizações iniciadas na semana anterior e que se espalharam por centenas de escolas.
Em entrevista à agência AFP citada pela BBC, o estudante Raphael, de 17 anos, disse que salas têm infiltrações, falta de banheiros e que o refeitório é pequeno. A reportagem também registrou diferentes reações políticas: o governo e políticos de direita atribuíram a agitação à esquerda radical; a manifestação foi organizada por um sindicato que representa estudantes de liceu, informou a BBC.
A reportagem citou declarações públicas de diversas lideranças: o prefeito Bally Bagayoko, do partido La France Insoumise (LFI), defendeu observações prévias sobre a legitimidade da violência em certos casos; Jean-Luc Mélenchon, líder do LFI e candidato à presidência, disse ser favorável a protestos não violentos; a candidata presidencial Marine Le Pen qualificou os eventos como tumultos organizados e pediu nova lei anti-motim; o prefeito de Marselha, Benoît Payan, condenou a violência na cidade; e o responsável do partido Les Republicans, Eric Ciotti, afirmou que os pais dos responsáveis pelos danos deveriam arcar com os custos — todas as informações foram relatadas pela BBC.
As informações acima são da reportagem da BBC.