Newsletter Subscribe
Enter your email address below and subscribe to our newsletter
Enter your email address below and subscribe to our newsletter







O paranaense Rafael Gustavo Pomim Lopes reúne mais de quatro mil materiais relacionados a eleições dos últimos 100 anos, segundo G1. Historiador, ele começou a guardar santinhos em 2000, ainda criança, a partir dos papéis de candidatos que frequentavam o bar da mãe; o pai o incentivou a colar os papéis em um caderno como se fosse um álbum de figurinhas.
O acervo cresceu ao longo do tempo e hoje reúne peças raras e itens que, segundo G1, são proibidos de ser distribuídos por lei há 20 anos. Entre os objetos estão lembranças de campanha, títulos de eleitor antigos e até uma urna de lona usada antes da implantação da urna eletrônica.
O ponto de partida foi a coleção de santinhos. Com o tempo, Rafael ampliou o escopo: não faz distinção de partido, tipo de eleição ou país. Ele já juntou materiais de campanhas norte-americanas e de eleições que não chegaram a acontecer, como a de 1965, em razão do Golpe Militar, segundo G1.
O colecionador guarda objetos variados personalizados por candidatos: lixa de unha, tábua de carne, pente de cabelo, bottom, ursinho de pelúcia, cinzeiro, caixa de fósforos, louças, cadeado e iô-iô, entre outros, segundo o G1. Também há títulos de eleitor antigos, inclusive de mulheres que votaram nas primeiras eleições com participação feminina, e cédulas de votação dos anos 1930 que já vinham identificadas com os nomes dos candidatos.
Rafael adquiriu recentemente, em leilão, um cartão de agradecimento de 1947 distribuído por Rosi Pinheiro Lima, apontada na reportagem como a primeira mulher eleita deputada estadual do Paraná; ele descreve esse item como um “xodó” do acervo. Parte do material é autografada e inclui peças de políticos nacionais e regionais.
Para formar a coleção, ele pede materiais a candidatos, recebe de amigos e familiares, participa de leilões on-line e compra pela internet. Rafael integra um grupo com 26 colecionadores de diferentes regiões do país que faz trocas de itens garimpados em períodos eleitorais, informou o G1.
Rafael afirma que guarda os materiais para preservar uma parte da história. “É a história do país como um todo. […] É tão gratificante quando você tem aquele material que literalmente conta uma história”, disse, segundo G1. Ele também já trabalhou em museu, experiência que, segundo a matéria, reforçou o interesse pela preservação.