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Maricarmen Abascal, de 87 anos, morreu em 7 de outubro, anunciou a Madrid Tenants’ Union, que afirmou que o caso marcou “um ponto de virada na história deste país”. O despejo forçado de Abascal no dia 23 de setembro transformou-se em símbolo da crise habitacional na Espanha e desencadeou protestos em várias cidades.
Abascal foi retirada do apartamento em uma maca após deixar de conseguir arcar com aumentos do aluguel. A família havia alugado o imóvel pela primeira vez em 1956, e ela permaneceu inquilina após a morte dos pais, segundo a BBC.
A empresa Urbagestión, que comprou o imóvel em 2018, elevou o aluguel de €500 para €2.650 por mês. A companhia chegou a oferecer reduzir o valor para €1.650, mas esse montante ainda era €300 acima da pensão mensal de Abascal. Três tentativas anteriores de despejo tinham sido bloqueadas pela Justiça.
A Madrid Tenants’ Union anunciou a morte com a mensagem: “Lamentamos anunciar que Maricarmen faleceu hoje”, e afirmou que a situação representou “um ponto de virada na história deste país”. A porta-voz do sindicato, Alicia del Río, declarou: “A especulação custa vidas, e hoje o rentismo acabou por matar nossa colega Maricarmen” (tradução conforme a BBC).
Em vídeo gravado do leito do hospital após o despejo, Abascal disse: “Não consegui defender minha casa, mas lutei para que outros aprendam a lutar pelo que é seu” (tradução conforme a BBC).
Protestos continuaram após o anúncio da morte: manifestantes reuniram-se na Puerta del Sol, em Madrid — local que abrigava um acampamento de protesto — onde foram acesas velas e exibidos cartazes com a imagem de Maricarmen. A BBC relata que dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas no fim de semana seguinte à rejeição de medidas emergenciais sobre moradia no Congress.
Sánchez declarou: "Todo o meu amor vai para a família e entes queridos de Maricarmen. Um abraço também a todos que hoje sentem essa perda como sua" (tradução conforme a BBC).
Sindicatos convocaram uma greve geral para 11 de novembro com a demanda por reformas na política de habitação, informou a BBC.
O sindicato afirmou que, embora tenha sido alcançado um acordo que permitiria o retorno de Abascal ao imóvel, a solução ocorreu tarde demais. “Uma situação absolutamente evitável após um processo torturante”, disse a organização, segundo a BBC.
As informações desta reportagem são baseadas em matéria da BBC publicada em 7 de outubro de 2026.