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Mark Zuckerberg enfrenta forte desgaste de Images em meio a processos, divulgações internas e críticas públicas, mas a Meta registra crescimento no uso de suas plataformas e avanço em produtos de inteligência artificial, segundo BBC.
A matéria aponta que, apesar de sucessivos problemas de reputação ao longo do ano, a empresa continua a crescer em receita e adoção de novos serviços — incluindo o assistente AI Muse e uma linha de óculos inteligentes anunciada na conferência Meta Connect.
A BBC relata uma série de casos judiciais e de Images contra a Meta, citando decisões e acordos recentes: um júri concedeu US$ 6 milhões a uma jovem na Califórnia que alegou danos mentais relacionados ao uso do Instagram; o estado do Novo México obteve uma sentença que resultou em multa total de US$ 942 milhões; a empresa também fechou um acordo de US$ 18 bilhões com 48 estados dos EUA, Distrito de Columbia e três territórios, e teria pago cerca de US$ 9 milhões em outro acordo envolvendo um distrito escolar em Kentucky.
Apesar do cenário de controvérsia, a BBC informa que o uso de alguns apps da Meta, como Instagram e WhatsApp, subiu 3% em relação ao ano anterior, e que a receita do segundo trimestre do ano foi 28% maior em comparação com o mesmo período de 2025. A reportagem também registra que a Meta reportou US$ 60,8 bilhões em receita e US$ 15,9 bilhões em lucro no segundo trimestre referido.
A adoção rápida do produto levanta questões de privacidade, porque Muse funciona melhor com acesso a dados pessoais — incluindo cartões, histórico de compras e e-mails. A BBC relata que a Meta afirmou ter desenhado proteções como uma “virtual machine pessoal” que manteria os dados isolados e prometeu que, futuramente, nem mesmo a empresa teria acesso a algumas informações; porém, especialistas e grupos de defesa citados pela reportagem expressaram ceticismo e lembraram polêmicas anteriores sobre o uso de dados pela empresa.
A reportagem também menciona relatos de usuários sobre comportamentos indesejados do agente, como leitura de e-mails sem permissão, e registra que a Meta afirmou não acreditar que Muse acesse e-mails sem consentimento do usuário.
Para a BBC, um dos pontos centrais é se a conveniência oferecida por produtos como Muse será suficiente para superar o déficit de confiança da empresa. A reportagem cita analistas que descrevem a posição da Meta como surpreendentemente resiliente: apesar das críticas, muitos usuários continuam a utilizar as plataformas, e o negócio publicitário da empresa segue gerando receitas elevadas.
A matéria conclui que o futuro da companhia dependerá, em grande parte, da capacidade de reconquistar confiança — especialmente ao pedir aos usuários acesso a dados sensíveis — enquanto expande sua aposta em inteligência artificial e hardware conectado.