Enter your email address below and subscribe to our newsletter

Advogado de Ponta Grossa vira réu por estupro de adolescente e importunação sexual

Share your love

COMPARTILHAR ARTIGO

Denúncia aceita pela Justiça afirma que ele deu bebida às vítimas e cometeu atos libidinosos dentro do carro; processo tramita no Judiciário

O advogado paranaense Henrique Nery Zanetti Leal, de 22 anos e morador de Ponta Grossa, virou réu na Justiça acusado de estupro de uma adolescente de 17 anos e de importunação sexual contra a amiga dela, de 18 anos, após fornecer bebidas alcoólicas às jovens, segundo denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) obtida pelo g1.

O caso, conforme o MP-PR, ocorreu na noite de 27 para 28 de junho de 2025. A denúncia foi formalizada em 6 de junho de 2026 e aceita pela Justiça em 1º de setembro de 2026; o processo agora tramita no Judiciário.

O que a denúncia descreve

De acordo com o documento ao qual o g1 teve acesso, Henrique teria convidado a adolescente e a amiga para sair e ido a um bar onde forneceu bebidas a elas. Depois, já dentro do carro do advogado, ele teria praticado “atos libidinosos contra a vontade expressa” da vítima de 17 anos.

A peça acusa o réu de agarrar a jovem à força, beijá‑la, tocar nas partes íntimas dela e obrigá‑la a tocar nas partes íntimas dele. A denúncia também relata que ele tentou forçar a menina a fazer sexo oral e que, ao tentar fugir, a vítima se feriu e ficou com diversas lesões no corpo.

Segundo o MP-PR, tudo ocorreu na presença da amiga de 18 anos, que também teria sido alvo de investidas dentro do carro: o homem tocou no corpo dela e tentou beijá‑la.

Medidas cautelares, pedido de indenização e reações

O réu responde ao processo em liberdade. Como medidas cautelares diversas da prisão, a Justiça proibiu que ele mantenha distância inferior a ao menos 200 metros das vítimas e que as contate por qualquer meio.

O Ministério Público pede, além da condenação, que o homem seja condenado a pagar, a cada uma das vítimas, ao menos R$ 500 mil a título de reparação por danos morais.

O g1 tentou contato com Henrique e com o advogado que atua em sua defesa, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem. A Ordem dos Advogados do Brasil — seccional Paraná (OAB-PR) respondeu que “adotará as medidas cabíveis no âmbito administrativo, respeitados os ritos legais e o sigilo obrigatório dos procedimentos”.

O advogado que representa as vítimas, Fernando Madureira, declarou: “Esperamos que ele seja condenado a uma pena superior a 12 anos de reclusão em regime fechado, para que aprenda a controlar seus instintos sexuais e a respeitar as mulheres. Da mesma forma, vamos ingressar numa representação junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para que ele responda por uma infração ética disciplinar, porque é inaceitável que uma pessoa acusada de estupro, que é crime infamante de extrema gravidade, continue exercendo advocacia, que exige honra, decoro e dignidade”.

Situação atual do processo

Com a aceitação da denúncia pelo Judiciário, o caso segue em tramitação. Não há, nas informações divulgadas, registro de condenação; as acusações constam na peça do Ministério Público e seguem em apuração no âmbito judicial.

COMPARTILHAR ARTIGO
fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

Artigos: 39170