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O documento, enviado no final de agosto para a Presidência da República, o Tribunal Superior Eleitoral e o Ministério da Justiça, aponta uma escalada na pressão estadunidense. As informações foram confirmadas pela Agência Brasil.
A inteligência brasileira avalia que a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina é uma prioridade do governo de Donald Trump. O objetivo central seria afastar rivais, como a China, de ativos estratégicos e infraestruturas essenciais na região.
Enquanto o governo Brasileira busca manter o equilíbrio diplomático, o cenário é marcado por medidas econômicas que afetam diversos setores. A seguir, entenda os principais pontos que explicam esse momento conturbado nas relações bilaterais.
A tensão comercial ganhou força em julho de 2025, quando uma ordem executiva classificou o Brasil como uma ameaça à segurança nacional dos EUA, elevando tarifas para 50%. A justificativa incluiu decisões da Justiça brasileira sobre redes sociais, como o X e a Rumble.
Além das tarifas, o governo norte-americano aplicou a Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, bloqueando ativos e proibindo transações financeiras. Outros ministros do STF também tiveram seus vistos de entrada cancelados na ocasião.
Em maio de 2026, os Estados Unidos designaram o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas. O governo Brasileira temia que essa classificação abrisse precedentes para intervenções ou sanções severas que prejudicassem a economia nacional.
Outro ponto de atrito foi a revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti em agosto, justificada pelos EUA pela demora na aprovação de um nome indicado por Trump para a embaixada em Brasília, algo negado pelas autoridades Brasileira.
Apesar das críticas públicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma linha de diálogo pessoal com Trump. Ambos já se reuniram em eventos internacionais e realizaram conversas telefônicas, incluindo uma ligação de 1h20 em agosto para discutir comércio.
Lula tem buscado explicar que o Brasil não adota práticas desleais e que os EUA possuem superávit na balança comercial. Em abril, os dois países chegaram a anunciar um acordo de cooperação mútua para combater o tráfico de armas e drogas.
1. Por que a Abin emitiu um alerta sobre as eleições?O relatório aponta uma tendência de ingerência externa, com o objetivo de influenciar o cenário político Brasileira para alinhar o país à estratégia de hegemonia dos EUA na região.
2. As tarifas americanas ainda estão em vigor?Sim. Embora a Suprema Corte dos EUA tenha derrubado tarifas globais em fevereiro, novas sobretaxas foram aplicadas em julho, atingindo 19% das exportações Brasileira.
3. O que foi a aplicação da Lei Magnitsky contra ministros do STF?
Foi uma sanção que bloqueou contas e ativos de ministros brasileiros nos EUA, além de proibir a entrada deles no país, sob a alegação de perseguição política a opositores.
4. Qual a posição do Brasil sobre a designação de facções como terroristas?O governo Brasileira tentou evitar a medida por meses, temendo que ela servisse de pretexto para sanções econômicas severas ou ações militares em território nacional.
5. Existe algum encontro oficial marcado entre Lula e Trump?
Ambos estarão presentes na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, mas não há um encontro bilateral formal agendado entre os dois líderes.