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O caminhoneiro Marcos Andrade da Costa, de 50 anos, residente em Foz do Iguaçu, Paraná, está há mais de duas semanas parado em Zapala, na Patagônia argentina, devido a uma forte nevasca que fechou as passagens entre Argentina e Chile. Segundo relatos, a temperatura na região chegou a cerca de -10°C, com sensação térmica ainda menor por conta dos ventos.
Marcos está na cidade de Neuquén desde que cruzou a fronteira com o Brasil por Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, transportando 25 toneladas de ração para peixe com destino ao Chile. A travessia pela Cordilheira dos Andes, porém, está suspensa até a melhoria das condições climáticas.
Conforme informado pelo caminhoneiro, a rotina tem sido marcada por dificuldades para manter a higiene pessoal e garantir alimentação adequada. Marcos relata ter que caminhar cerca de dois quilômetros para tomar banho, cuja tarifa gira em torno de R$ 30. O acesso a alimentos também é limitado, uma vez que os motoristas têm restrições para deixar o local com os caminhões e precisam se deslocar longas distâncias para encontrar comércios.
Apesar de ter se preparado para uma jornada de aproximadamente 20 dias com mantimentos, a demora tem tornado o abastecimento mais complicado. A solidariedade de voluntários e policiais, que fornecem alimentos e bebidas quentes, tem sido fundamental para os motoristas enfrentarem a situação.
O fechamento de seis rotas entre a Argentina e o Chile, incluindo o Paso Cristo Redentor, uma das principais conexões entre os países, se deve à forte neve e ventos intensos que afetam a segurança nas passagens da Cordilheira dos Andes. As autoridades argentinas informam que a neve seguirá nas próximas horas, mantendo as temperaturas abaixo de zero e a visibilidade reduzida, o que impede a reabertura dessas rotas.
Com oito anos de experiência como caminhoneiro, Marcos destaca que nunca havia enfrentado condições tão adversas e prolongadas durante suas viagens pela região. A intensidade da nevasca surpreendeu os motoristas que transitam habitualmente pelo trajeto entre Brasil, Argentina e Chile.
Ele está impedido de seguir viagem para o Chile devido ao fechamento das passagens pela Cordilheira dos Andes causado por forte nevasca e ventos intensos.
A temperatura chegou a cerca de -10ºC, com sensação térmica ainda menor em razão dos ventos fortes.
Eles enfrentam dificuldade para comprar comida, mas contam com auxílio de voluntários e policiais que oferecem alimentos e bebidas quentes.