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Entidades lançam campanha e buscam compromisso de candidatos com a agroecologia em São Paulo

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Movimento sociais e Coletivo se unem para colocar a agenda da agroecologia e da segurança alimentar no centro das discussões das eleições deste ano no estado de São Paulo

Diversas organizações da sociedade civil uniram forças para pressionar os candidatos que disputam as eleições de 2026. O objetivo é garantir que a agroecologia seja tratada como uma política pública prioritária, visando o combate à fome e a proteção do meio ambiente.

A iniciativa, denominada Campanha Agroecologia nas Eleições em SP, busca colher assinaturas de candidatos aos cargos do executivo e do legislativo. A proposta central é que os futuros eleitos se comprometam formalmente com práticas de produção sustentável e inclusão social.

Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação, o movimento conta com o apoio de entidades como a Articulação Paulista de Agroecologia, o Movimento Urbano de Agroecologia (Muda) e o Coletivo Banquetaço.

Foco na agricultura familiar e urbana

A carta de compromissos exige incentivos técnicos e administrativos para agricultores familiares, além de comunidades indígenas e quilombolas. A ideia é garantir que esses grupos tenham acesso real à terra e aos recursos necessários para o cultivo de alimentos saudáveis.

Outro ponto de destaque é a implementação da Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana (PNAUP) em todo o território paulista. O documento incentiva a criação de hortas comunitárias em escolas e espaços públicos, promovendo a compostagem de resíduos.

Combate aos agrotóxicos no estado

O documento é enfático ao exigir o fim da pulverização aérea de agrotóxicos em São Paulo. As entidades solicitam a proibição imediata dessa prática nas proximidades de áreas críticas, como escolas, mananciais de água e comunidades rurais.

Além disso, a proposta prevê a estruturação de laboratórios públicos estaduais. Esses centros seriam responsáveis por monitorar a presença de resíduos químicos na água e nos alimentos consumidos pela população, garantindo maior transparência e segurança alimentar.

Apoio acadêmico e institucional

A campanha ganhou força com a adesão de mais de 20 organizações, incluindo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST-SP) e a Associação Brasileira de Reforma Agrária. O respaldo técnico vem de diversos núcleos de estudos de Universidade renomadas.

Instituições como a Ufscar, a Unesp, a UFABC e o IFSP (campus São Roque) subscreveram o documento.

Perguntas Frequentes

O que é a Campanha Agroecologia nas Eleições em SP?
É uma iniciativa que busca colher assinaturas de candidatos para que se comprometam com a promoção da agroecologia e da soberania alimentar no estado.

Quais são as principais exigências da carta?
As entidades pedem incentivo à agricultura familiar, a aplicação da PNAUP, a proibição da pulverização aérea de agrotóxicos e a criação de laboratórios de monitoramento.

Quem subscreveu o documento?O documento foi assinado por mais de 20 organizações, incluindo o MST-SP, o Fórum Paulista de Soberania e Segurança Alimentar e núcleos de estudos de Universidade como Unesp e Ufscar.

Qual o papel da Política Nacional de Agricultura Urbana (PNAUP)?A proposta visa expandir o cultivo agroecológico em áreas Urbana, incluindo hortas comunitárias em escolas e serviços públicos, além de fomentar a compostagem.

Como a carta aborda o uso de agrotóxicos?
Defende o combate à pulverização aérea, a proibição em áreas sensíveis como escolas e mananciais, e a criação de mecanismos públicos de monitoramento de resíduos químicos.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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