Enter your email address below and subscribe to our newsletter

Imagem ilustrativa

Vendas de apartamentos de alto padrão e luxo recuam em São Paulo, com queda de até 53%

Share your love

COMPARTILHAR ARTIGO

No 1º semestre as vendas caíram 39% e os lançamentos recuaram 53%, segundo pesquisa da Brain divulgada ao Broadcast

O mercado de apartamentos de alto padrão e luxo na cidade de São Paulo desacelerou em 2026, após recorde de lançamentos e vendas em 2025. Segundo pesquisa da Brain Inteligência Imobiliária, divulgada com exclusividade ao Broadcast do Grupo Estado, as unidades vendidas no primeiro semestre caíram 39% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto os lançamentos recuaram 53%.

No segundo trimestre a queda nas vendas foi mais acentuada, chegando a 53%, aponta o levantamento. Os analistas citam oferta ampliada, juros elevados por período prolongado e incertezas econômicas entre os fatores que têm levado compradores a postergar decisões.

Queda nas vendas e nos lançamentos

A pesquisa da Brain registra que, apesar do aumento de preços — com o preço médio no alto padrão em R$ 2,9 milhões (alta de 47% em 12 meses) e no segmento de luxo em R$ 10,8 milhões (alta de 24%) — a velocidade de comercialização diminuiu. “O mercado chegou a um topo. A partir daí, não tem como crescer mais”, afirmou Fábio Tadeu Araújo, presidente da consultoria, segundo CGN.

Por que as vendas desaceleraram

Fontes consultadas pela reportagem atribuem o recuo a três fatores principais: maior oferta de empreendimentos de alto padrão e luxo; juro real elevado, que torna aplicações financeiras mais competitivas frente à compra na planta; e cenário de incertezas — entre elas eleições e questões macroeconômicas — que aumenta a cautela dos compradores. O analista do Citi André Mazini observou que a superoferta fragiliza o argumento de “exclusividade” usado nos lançamentos.

Reação das incorporadoras e nível de estoque

Como resposta à desaceleração, várias incorporadoras reduziram o ritmo de novos lançamentos. A Even informou que freou projetos e lançou apenas dois empreendimentos no primeiro semestre, além de prorrogar outro; seu presidente, Márcio Moraes, disse que o processo de negociação tem levado cerca de 90 dias, em média. A Benx adotou postura conservadora na compra de terrenos, segundo seu presidente Luciano Amaral.

Empresas que ainda registraram vendas relevantes também aparecem na apuração: a JHSF relatou vendas acima de 50% do Reserva Cidade Jardim, na Marginal Pinheiros; e a Construtora Adolpho Lindenberg informou a venda de 21 das 39 unidades de um residencial em Moema num fim de semana de agosto. Na região dos Jardins há projetos abertos de Benx, Yuny, Even, Cyrela, Lindenberg e SDI, com preços que variam de alguns milhões a dezenas de milhões de reais, segundo anúncios citados.

Quanto ao estoque, a Brain aponta que o conjunto de alto padrão e luxo equivale a 18 meses de vendas. Dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) mostram estoques por faixa de área: 19,6 meses para unidades entre 86 m² e 130 m², 20 meses para 131 m² a 180 m² e 21 meses para unidades acima de 180 m².

COMPARTILHAR ARTIGO
fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

Artigos: 40929