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Enviados ligados a Donald Trump vão a Kiev em visita simbólica, mas diferenças com Moscow persistem

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Kushner e Witkoff foram recebidos por Zelensky em Kiev; conversas duraram horas, mas divergências sobre terreno e exigências políticas continuam

Enviados dos EUA ligados a Donald Trump — Jared Kushner e Steve Witkoff — viajaram a Kiev em uma visita descrita pela reportagem da BBC, com base em material da Reuters, como rica em simbolismo, mas sem consenso sobre os pontos fundamentais do conflito entre Rússia e Ucrânia.

O que foi discutido

As conversas, que duraram várias horas, incluíram também alguns conselheiros de segurança nacionais europeus, entre eles o assessor de segurança nacional do Reino Unido, Jonathan Powell, conforme relatado pela BBC/Reuters. Após o encontro, participantes descreveram os diálogos como substanciais e manifestaram esperança em retomar as antigas "trilaterais" envolvendo EUA e Europe.

Divergências sobre o estado do conflito e demandas

Persistem diferenças significativas entre as versões apresentadas a cada lado. Segundo a BBC citando a Reuters, os enviados chegaram a Kiev após estarem em Moscow, onde Vladimir Putin afirmou que a Rússia fazia "avanços tangíveis" no campo de batalha. Autoridades ucranianas transmitiram ao contrário: afirmaram que, em agosto, a Ucrânia ganhou mais território do que perdeu e que a Rússia sofreu cerca de 42.000 baixas, entre mortos e feridos — informação apresentada como alegação de representantes ucranianos.

Putin também disse aos enviados que as “causas profundas” do conflito precisavam ser tratadas, expressão que a reportagem vincula às demandas russas de que a Ucrânia ceda território, abandone aspirações de ingresso na Otan e reduza o tamanho de seu exército.

Posições e perspectivas

Zelensky afirmou que a Ucrânia exigirá garantias de segurança “fortes e claras”, incluindo um exército robusto, e não deu sinais de concordar com a cedência de território na região oriental do Donbas, que descreveu como “difícil”. Steve Witkoff declarou que havia avanços e que os ingredientes para um acordo estavam presentes, mas reconheceu que seriam necessários compromissos de ambos os lados para reduzir as diferenças.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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