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Explosões ouvidas em Addis Ababa após proibição de voos de drones

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Moradores relatam detonações perto do quartel‑general militar; autoridades não confirmaram causas, feridos ou danos

Explosões foram ouvidas durante a madrugada na capital etíope, Addis Ababa, em áreas do oeste da cidade, próximas ao quartel‑general militar, e no sul, segundo relatos de moradores e fontes diplomáticas citados pela BBC.

Os relatos ocorreram horas depois de as autoridades proibirem voos de drones sobre Addis Ababa e a região metropolitana, e cerca de uma semana após o início de combates no norte do país entre o exército federal e uma aliança recém‑formada de grupos armados.

O que se sabe

Um morador de uma área do sul da capital, perto de uma base do Service secreto, disse à BBC Amharic que ouviu uma explosão por volta das 00h30 (21h30 GMT) no bairro de Gotera. Outro residente na periferia oeste, no bairro Torhayloch, próximo ao quartel‑general militar, relatou ter ouvido um estouro enquanto jogava com amigos.

Uma fonte ligada aos combatentes de oposição disse à agência Reuters que os ataques teriam sido realizados por drones, segundo recontou a BBC — trata‑se de uma alegação ainda não confirmada por autoridades etíopes.

Medida sobre drones

A agência National Intelligence and Security Service (Niss) anunciou uma proibição indefinida de voos de drones em Addis Ababa e áreas circundantes, informou a BBC. A Niss afirmou que não emitirá autorizações para operações com drones e advertiu que tomará medidas legais contra quem os operar nas áreas restritas, justificando a medida como necessária para proteger líderes nacionais, infraestrutura crítica e eventos públicos de grande porte.

Contexto do conflito

Os incidentes ocorrem numa escalada de violência que recomeçou após meses de tensão entre o governo federal e o Tigray People’s Liberation Front (TPLF). Sete movimentos armados, incluindo o TPLF e a milícia amharense Fano, formaram no mês passado uma aliança cujo objetivo declarado, segundo a BBC, é remover o governo de Addis Ababa.

Há divergência sobre quem iniciou os combates: o TPLF afirma que reage a uma ofensiva federal, incluindo ataques com drones; o governo diz que forças tigrianas atacaram primeiro e chegaram a controlar aeroportos na região. A BBC informa que não está conseguindo reportar diretamente de Tigray e que o acesso à internet e ao principal provedor de telecomunicações na região foi cortado.

Dentro de Tigray, o exército nacional e uma milícia pró‑governo parecem estar avançando em direção à cidade de Mekelle. Um profissional de saúde em Alamata relatou à BBC que 52 civis morreram em três dias de intensos combates naquela localidade. A BBC também registra confrontos em Afar e na região de Lalibela, em Amhara, onde turistas estrangeiros ficaram retidos.

O governo etíope acusou o vizinho Eritrea de apoiar os grupos aliados ao TPLF; o ministro da Informação de Eritrea, Yemane Gebremeskel, negou as acusações e criticou o partido no poder na Etiópia, segundo a BBC. A reportagem cita ainda que o primeiro‑ministro Abiy Ahmed chegou a indicar interesse em tomar posse do porto de Assab, na Eritrea, um assunto que tensionou as relações entre os dois países.

O quadro permanece incerto: causas e consequências das explosões em Addis Ababa não foram confirmadas por fontes oficiais e relatos de responsabilidade por ataques seguem sem verificação independente.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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