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O fim do TPS tornou titulares incapazes de continuar trabalhando legalmente, e empregadores de instituições de apoio a pessoas com deficiência e idosos demitiram funcionários que dependiam do benefício. A reportagem descreve casos em que cuidadores considerados fundamentais à rotina de pacientes foram dispensados no final de julho.
Em Long Island, a mãe Linda Mancuso relatou à BBC que Jean — um cuidador com autorização de trabalho temporária — foi demitido no final de julho do emprego em uma ONG que atende pessoas com deficiência intelectual e de desenvolvimento. Mancuso disse que Jean era “literalmente uma linha de vida” para seu filho Michael, 23 anos, não verbal e que necessitava de cuidados intensivos, e que a ausência do cuidador elevou sua ansiedade sobre o bem‑estar do filho.
Entidades do setor relataram perdas substanciais de pessoal. O AHRC Nassau, segundo a BBC, demitiu 19 funcionários Haitians este ano e 22 no ano anterior em meio a outras investidas de imigração, disse o CEO Stanfort Perry à reportagem. Em South Florida, o Jewish Community Services perdeu 18 auxiliares Haitians e afirmou que a carga de trabalho aumentou para os profissionais restantes.
Kezia Scales, vice‑presidente de política e pesquisa do Paraprofessional Healthcare Institute, declarou à BBC que o Haiti está entre os cinco países que mais enviam trabalhadores para o atendimento direto, e afirmou que “simplesmente não temos pessoas suficientes em nosso mercado doméstico, quando você exclui imigrantes, para preencher esses empregos”.
Um porta‑voz do Departamento de Segurança Interna disse à BBC que “Temporary Protected Status is exactly that – temporary” e chamou a ideia de que a manutenção do TPS seria a única forma de apoiar a saúde nos EUA de “grosseiramente falsa e preguiçosa”.
A reportagem também relata que, após a decisão da Supreme Corte, cerca de 350.000 Haitians ficaram sem o TPS, e que centenas já foram deportados, apesar de relatos de violência em seu país de origem — uma medida defendida publicamente pelo czar da Casa Branca para imigração, Tom Homan, em entrevista à CNN, conforme citado pela BBC.
Todos os trechos e dados acima foram reportados pela BBC em matéria de Sheila Flynn.