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Imagem que representa idoso acamado é assassinado por interesse no patrimônio

Idoso acamado é assassinado no Paraná por interesse no patrimônio, conclui polícia

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Um homem de 77 anos, José Teixeira da Silva, foi assassinado a tiros na madrugada do dia 22 de agosto na cidade de Bandeirantes, no norte do Paraná. Segundo investigação da Polícia Civil, o crime foi motivado por interesse no patrimônio da vítima e envolveu a esposa, o amante dela e a filha do idoso, que estão presos preventivamente.

Inicialmente, a esposa de José comunicou o caso como um latrocínio, alegando que dois homens teriam roubado o carro e R$ 15 mil da residência após o disparo. Contudo, inconsistências em seu depoimento levaram a polícia a identificar uma simulação para encobrir um homicídio premeditado.

Apuração policial e indiciamentos

Conforme o inquérito concluído, Valquíria Sandoval (esposa), Anderson Justino Estevão (amante de Valquíria) e Amanda Sandoval Teixeira da Silva (filha) foram indiciados por envolvimento direto no homicídio. A motivação principal foi o interesse patrimonial, e não maus-tratos ou falta de cuidado como alegado inicialmente pelas suspeitas, que foram desconsideradas pela polícia.

Valquíria e Anderson respondem por homicídio qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou defesa), fraude processual pela simulação da cena do crime, comunicação falsa e posse irregular de arma de fogo. A filha Amanda também foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual, esta última pelo apagamento de conversas no celular, além de omissão dolosa ao não impedir ou denunciar o crime.

Dinâmica do crime

As investigações apontam que o assassinato foi planejado cerca de um mês antes, com participação de todos os envolvidos. Na noite do crime, Anderson chegou à casa do idoso armado, enquanto Valquíria facilitava a entrada, trancando os cachorros e abrindo o portão. Anderson efetuou o disparo contra José, que estava acamado, e fugiu levando o carro da vítima, que posteriormente abandonou em uma área de vegetação.

A filha teria sido informada sobre o plano e, em vez de agir para impedir ou denunciar, permaneceu inerte, viajando para outra cidade no dia do crime.

Posição da defesa

Os advogados dos suspeitos informaram que acompanham as investigações e questionam a voluntariedade das declarações feitas durante os interrogatórios, apontando condições consideradas inadequadas, como a proibição de contato com advogados e pressão psicológica. Ressaltaram que as conclusões atuais ainda não são definitivas, aguardando o andamento do processo e respeitando o direito ao devido processo legal.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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