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A Justiça do Rio de Janeiro determinou, na segunda-feira, 10, que o ex-governador Anthony Garotinho cumpra a sentença que suspendeu seus direitos políticos por oito anos. A decisão, tomada pelo juiz Ricardo Cyfer da 4ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), fundamenta-se no trânsito em julgado do processo, quando não há mais possibilidade de recursos, e requereu a execução da sentença.
Em contraponto, na manhã desta terça-feira, 11, Garotinho reafirmou, em transmissão ao vivo, que não há possibilidade de seu registro eleitoral ser negado, negando todas as acusações relativas à condenação.
Garotinho foi condenado por improbidade administrativa em ação civil pública que indicou desvios na Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro entre 2005 e 2006. Naquela época, o estado era governado por Rosinha Garotinho, enquanto Anthony Garotinho atuava como Secretário Estadual de Governo.
Segundo investigações do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), Garotinho teria atuado para romper o contrato da Secretaria de Saúde com a Fundação Escola de Serviço Público (FESP) para viabilizar a contratação sem licitação da Fundação Pró-CEFET, que gerenciava o projeto Saúde em Movimento. O esquema ocasionou um prejuízo estimado em R$ 234,4 milhões aos cofres públicos, parte do qual teria sido desviada para financiar a pré-campanha presidencial do ex-governador.
Em sua defesa, Garotinho afirma que está em pleno gozo de seus direitos políticos e que o prazo da suspensão fixada na condenação estaria esgotado desde 2018. Ele ressaltou que as decisões posteriores dos tribunais superiores tiveram caráter meramente declaratório, não estendendo os efeitos da pena. Disse ainda que a execução da pena já exaurida violaria a Lei de Improbidade Administrativa e a segurança jurídica.
Durante a live, Garotinho afirmou com veemência que seu registro para concorrer ao cargo de governador do Rio de Janeiro não será negado. Ele reiterou que nega todas as acusações e que a jurisprudência é clara quanto aos prazos e efeitos da condenação que o acusa.
A defesa manifestou confiança de que a Justiça Eleitoral reconhecerá seu direito à candidatura nas eleições deste ano, destacando que eventual suspensão já cumpriu seu prazo legal.
O juiz Ricardo Cyfer baseou a ordem de cumprimento da sentença no trânsito em julgado da ação judicial, o que indica a impossibilidade de novos recursos. A decisão solicita a execução da pena de suspensão dos direitos políticos pelo período determinado.
Por outro lado, a defesa de Garotinho esclarece que, apesar do trânsito em julgado ter ocorrido formalmente em 2018, o processo contra ele seguiu com decisões posteriores que têm efeito retroativo, mantendo o entendimento de que a suspensão dos direitos expirou em agosto de 2026.
É uma penalidade decorrente de condenação por improbidade administrativa que impede o exercício de direitos políticos, como votar e ser candidato, por um período determinado — neste caso, oito anos.
Ele foi acusado de participação em um esquema de distribuição irregular de contratos na Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006, que teria causado prejuízo milionário aos cofres públicos.
Ele afirma que seu registro não será barrado e que está em pleno gozo dos direitos políticos, mas a Justiça do Rio determinou o cumprimento da suspensão, o que poderá impactar seu registro, dependendo da decisão da Justiça Eleitoral.