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O caso das mortes de cobradores de dívida no Paraná completa um ano nesta semana, marcando um período de angústia para os familiares das vítimas. O crime, que envolveu uma emboscada em uma propriedade rural, ainda não teve nenhum suspeito preso ou responsabilizado formalmente.
A investigação aponta que quatro homens foram executados por causa de uma dívida, mas o desfecho do inquérito permanece estagnado. Conforme informação divulgada pelo g1, a polícia acredita que a emboscada ocorreu por volta das 12h30, logo após as vítimas chegarem ao local.
A seguir, entenda os detalhes desta trama que envolve o desaparecimento de suspeitos, a localização de corpos em valas e as fichas criminais dos envolvidos, em um caso que segue sendo um dos mais intrigantes do estado.
Tudo começou quando a esposa de um dos cobradores, Robishley, registrou o desaparecimento em São Paulo em agosto de 2025. Na época, os principais suspeitos, Antônio e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, chegaram a prestar depoimento à polícia, mas desapareceram logo em seguida.
Após 44 dias de buscas intensas, os corpos foram encontrados em uma vala, cobertos por vegetação, na zona rural de Icaraíma. A picape utilizada pelo grupo também foi localizada anteriormente, enterrada em um bunker na mesma região, após uma denúncia anônima.
O grupo era formado por Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi, Robishley Hirnani de Oliveira e Alencar Gonçalves de Souza. As fichas criminais dos envolvidos, reveladas pela polícia, mostram passagens por estelionato, ameaça e até tráfico de drogas.
A Polícia Civil chegou a investigar se os quatro homens possuíam algum vínculo com o crime organizado, mas os resultados conclusivos dessa apuração não foram divulgados oficialmente até o momento, mantendo o caso envolto em sigilo.
O advogado Renan Farah, que representa os suspeitos Buscariollo, nega o envolvimento de seu cliente no crime. Ele afirma que a defesa enfrenta dificuldades para acessar os documentos do processo devido ao sigilo imposto pelas autoridades judiciais.
A defesa alega que deseja apenas um acesso justo aos elementos produzidos, sem ser tratada como obstáculo. O objetivo, segundo o advogado, é garantir que a investigação analise todas as possibilidades e não apenas uma hipótese escolhida inicialmente.
Por que ninguém foi preso até agora?
Os principais suspeitos, Antônio e Paulo Buscariollo, são considerados foragidos desde agosto de 2025, o que dificulta o avanço das prisões.
Onde os corpos foram encontrados?
Os corpos foram localizados em uma vala coberta por plantas, na zona rural de Icaraíma, a 650 metros de onde o veículo das vítimas estava enterrado.
Qual era o motivo da viagem?
O grupo viajou de São Paulo para o Paraná com a missão específica de realizar a cobrança de uma dívida envolvendo uma propriedade rural.
O que diz a defesa dos suspeitos?
A defesa nega a autoria do crime e afirma que o sigilo do processo impede o pleno exercício do direito de defesa e o acesso às provas produzidas.
Existe relação com o crime organizado?
A polícia investigou essa possibilidade devido ao histórico criminal das vítimas, mas não houve uma confirmação pública sobre o resultado dessa linha de investigação.