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O caso que chocou a região centro-oeste do estado, em Campo Mourão, envolve uma colisão violenta ocorrida em novembro de 2024. A condutora da BMW, Maria do Carmo Carneiro, enfrenta agora as consequências nas esferas cível e criminal.
Enquanto a sentença civil impõe o pagamento de um valor expressivo aos familiares, o processo na esfera penal segue em fase de recursos. A motorista deve ser submetida a um júri popular para responder por crimes graves contra a vida das vítimas, conforme informação divulgada pelo g1.
Acompanhe a seguir os detalhes sobre a condenação, os argumentos da perícia técnica e os desdobramentos judiciais que marcam este triste episódio de violência no trânsito.
O juiz Marco Antonio dos Santos, da Vara Cível de Peabiru, determinou que a motorista pague R$ 2 milhões por danos morais aos pais de Anthony Pietro. Além disso, foi fixado o valor de R$ 31.257,76 para cobrir despesas funerárias e hospitalares.
A magistratura considerou que a capacidade econômica da ré permite a fixação de um valor que cumpra as funções punitiva e preventiva, sem comprometer sua subsistência. A defesa de Maria do Carmo Carneiro não se manifestou sobre a condenação.
Laudos técnicos foram fundamentais para a sentença. Segundo a perícia, a BMW atingiu a velocidade de 137 km/h em um trecho onde o limite era de 80 km/h, invadindo a pista contrária antes de atingir o carro onde estava o adolescente.
O juiz rejeitou o argumento da defesa de que a visibilidade teria sido ofuscada pelo sol. Testemunhos de enfermeiros e do pai da vítima indicaram que a motorista apresentava odor etílico e comportamento alterado, além de ter recusado o teste do bafômetro.
As investigações policiais revelaram que Maria do Carmo estava com a Carteira Nacional de Habilitação suspensa no momento do acidente. O bloqueio ocorreu devido ao acúmulo de infrações graves e gravíssimas, incluindo excesso de velocidade e direção perigosa.
Atualmente, a motorista cumpre prisão domiciliar enquanto aguarda o julgamento pelo Tribunal do Júri. Ela é acusada de homicídio qualificado e tentativa de homicídio, sob o entendimento de que assumiu o risco de causar a morte ao dirigir daquela forma.
Para o pai de Anthony, Luiz Thiago Rosa, nenhuma indenização é capaz de reduzir a dor da perda do filho, que era um jovem talentoso e apaixonado por música. Ele espera que o desfecho do caso sirva de exemplo para a sociedade.
A família segue em tratamento psicológico e psiquiátrico para lidar com o trauma. A esperança dos pais é que as autoridades tratem casos de embriaguez ao volante com penas cada vez mais rigorosas e exemplares.
Por que a motorista será julgada por um júri popular?
Porque o Tribunal de Justiça do Paraná entendeu que há indícios de crimes dolosos contra a vida, como homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
Qual foi a velocidade da BMW no momento da batida?
Os laudos periciais apontaram que o veículo estava a 137 km/h, enquanto o limite permitido na via era de 80 km/h.
A motorista estava embriagada?
Relatos de testemunhas indicaram odor etílico e comportamento fora da realidade, embora ela tenha se recusado a realizar o teste do bafômetro no local.
O que o juiz considerou para fixar os R$ 2 milhões?
O magistrado baseou-se na capacidade econômica da ré para que o valor tivesse caráter punitivo, preventivo e compensatório para a família da vítima.
O que acontece se a defesa recorrer novamente?
Os recursos seguem sendo analisados pelas instâncias superiores do Judiciário, o que pode prolongar o prazo para a realização do júri popular definitivo.