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Imagem representando mulher é resgatada cárcere com monitoramento por câmeras e redes sociais

Mulher é resgatada de cárcere privado com monitoramento por câmeras e redes sociais em Colombo, Paraná

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Uma mulher de 27 anos foi resgatada pela Polícia Militar de uma situação de cárcere privado em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, onde vivia sob vigilância constante do companheiro. Segundo o relato da vítima, ela era monitorada por câmeras de segurança instaladas na residência, tinha suas redes sociais controladas e não podia escolher as próprias roupas.

A prisão em flagrante do suspeito aconteceu na tarde de sexta-feira (7), após a vítima conseguir enviar um pedido de ajuda via e-mail para a Ouvidoria da Mulher de Colombo, serviço recém-criado para apoio a casos de violência doméstica.

Controle e agressões em casa vigiada por câmeras

De acordo com o depoimento da vítima à polícia, a residência contava com três câmeras: uma na entrada, outra no corredor e uma terceira direcionada para a porta dos fundos. As janelas possuíam grades de ferro e somente o companheiro tinha a chave da porta, restringindo a liberdade da mulher. Além disso, ele quebrava seus celulares e monitorava suas ligações e redes sociais.

Ela declarou que era impedida de sair da casa e sofreu agressões físicas, inclusive com a filha prematura de dois meses no colo. As agressões ocorreram também na frente da filha do agressor, de 10 anos. A vítima relatou ameaças que ocorreram durante a gravidez.

Denúncia encaminhada a serviços de proteção

O pedido de socorro enviado à Ouvidoria da Mulher foi recebido por uma psicóloga do programa Rede Delas, que conseguiu manter contato com a vítima e acionou a Patrulha Maria da Penha para atendimento presencial. A mulher foi encontrada abalada e confirmou à polícia que estava sendo mantida em cárcere privado.

Prisões e medidas protetivas

O homem, que já possuía registros anteriores por violência doméstica e ameaça nos anos de 2020 e 2022, foi autuado por cárcere privado, dano e violência psicológica. O Ministério Público solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

A mulher e seu filho de quatro meses foram retirados da residência e levados a um local seguro, onde recebem atendimento e acolhimento especializados. Também foram solicitadas medidas protetivas de urgência para garantir a segurança da vítima e da criança.

Perguntas frequentes

Como a vítima pôde pedir ajuda se estava monitorada?

A vítima utilizou um e-mail para enviar a denúncia à Ouvidoria da Mulher de Colombo, evitando o uso de aplicativos e redes sociais que eram controlados pelo companheiro.

Quais foram as medidas tomadas após o resgate da mulher?

O agressor foi preso em flagrante e o Ministério Público pediu a prisão preventiva dele. A vítima e seu filho foram encaminhados para um local seguro com acompanhamento especializado, e foram solicitadas medidas protetivas de urgência.

O companheiro já tinha histórico de violência?

Sim, ele possuía registros anteriores de violência doméstica e ameaça registrados em 2020 e 2022, incluindo casos em que medidas protetivas já haviam sido concedidas contra ele.

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