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Onça-pintada encontrada embaixo de varal em Foz do Iguaçu é devolvida à natureza após reabilitação completa no Paraná

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Após ser capturada em uma área urbana de Foz do Iguaçu, a onça-pintada Tape’ỹ recuperou sua liberdade em uma operação técnica de sucesso no Paraná

Uma história que chamou a atenção de todo o Brasil teve um final feliz nesta segunda-feira, dia 3. Uma onça-pintada, que foi encontrada escondida embaixo de um varal de roupas em um bairro residencial, foi finalmente devolvida ao seu habitat natural.

O felino, um macho que recebeu o nome de Tape’ỹ, passou por um intenso período de cuidados veterinários. O nome, de origem tupi, significa aquele que perdeu o caminho, uma referência à trajetória incomum que o levou até a área urbana de Foz do Iguaçu.

Conforme informações divulgadas pelo Projeto Onças do Iguaçu, a soltura foi realizada no Parque Nacional do Iguaçu, garantindo que o animal pudesse retornar para o seu ambiente de origem com segurança e saúde.

Recuperação e cuidados especializados

Após a captura no bairro Três Lagoas, o animal foi encaminhado ao Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu Binacional. Lá, a onça-pintada passou por uma bateria de exames clínicos e laboratoriais detalhados.

A equipe veterinária tratou ferimentos identificados no momento do resgate e acompanhou a recuperação diária do felino. Os especialistas confirmaram que o animal manteve um comportamento silvestre, alimentando-se bem e demonstrando aptidão para a vida livre.

Monitoramento via GPS

Para garantir a segurança do animal e coletar dados científicos, antes da soltura, a equipe instalou um colar de monitoramento por GPS. Esse equipamento será fundamental para entender como a onça-pintada se adaptará ao ambiente após o retorno.

Segundo Rogério Cunha de Paula, chefe do CENAP/ICMBio, a operação foi concluída com sucesso. O acompanhamento permitirá verificar o uso da área pelo animal e subsidiar estratégias para a conservação da espécie em toda a região do Paraná.

Desafios para a conservação da espécie

O caso de Tape’ỹ é um alerta importante, já que não havia registros confirmados de onças-pintadas na região do lago de Itaipu há mais de 20 anos. Especialistas apontam a necessidade de reforçar corredores de biodiversidade.

Marius Belluci, gestor do Parque Nacional do Iguaçu, ressaltou que a recuperação de áreas de preservação permanente é essencial. O objetivo é permitir que os animais circulem com segurança, evitando conflitos com populações humanas e protegendo a fauna local.

Perguntas frequentes

1. Por que a onça foi chamada de Tape’ỹ? O nome é de origem tupi e significa aquele que perdeu o caminho, uma referência ao fato de o animal ter aparecido em uma área urbana.

2. Onde a onça foi encontrada inicialmente? O animal foi localizado escondido embaixo de um varal de roupas no bairro Três Lagoas, em Foz do Iguaçu.

3. Como a equipe sabe se ela está bem na natureza? A onça-pintada recebeu um colar com GPS, permitindo que os pesquisadores acompanhem seus deslocamentos e adaptação.

4. Por que a soltura foi feita no Parque Nacional do Iguaçu? Foi considerada a alternativa mais adequada tecnicamente para garantir o bem-estar do animal e a preservação da espécie na região.

5. É comum encontrar onças em áreas urbanas? Não. O caso é considerado atípico, já que não havia registros confirmados da presença da espécie na região do lago de Itaipu há mais de duas décadas.

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